CNN Brasil Money

Alphabet supera expectativas de lucros e receitas no 4º trimestre

Mesmo com resultados acima das expectativas, ações da Alphabet caem com foco do mercado nos desdobramentos da IA

Matheus Andrade, especial para AE, do Estadão Conteúdo
Ilustração com o logotipo da Alphabet
Ilustração com o logotipo da Alphabet  • O logotipo da Alphabet é visto nesta ilustração tirada em 16 de fevereiro de 2025. REUTERS/Dado Ruvic
Compartilhar matéria

A Alphabet, que controla o Google, relatou lucros e receitas do trimestre encerrado em dezembro que superaram as estimativas de Wall Street. Apesar disso, com atenções do mercado também aos desdobramentos de IA (inteligência artificial), as ações recuaram após a divulgação.

O lucro por ação foi de US$ 2,82, acima da estimativa consensual de Wall Street de US$ 2,63, e ante US$ 2,15 no ano passado. A receita do trimestre atingiu US$ 113,8 bilhões, superando as expectativas de US$ 111,3 bilhões e representando um aumento de 18% em relação ao ano anterior.

As receitas do Google Services aumentaram 14%, para US$ 95,9 bilhões, impulsionadas por um crescimento de 17% na busca do Google, outros 17% em assinaturas, plataformas e dispositivos, além de 9% em anúncios do YouTube. O Google Cloud registrou um aumento contínuo na demanda dos clientes, com um aumento de 48% nas receitas, para US$ 17,7 bilhões, impulsionado pelo crescimento do GCP (Google Cloud Platform) em Infraestrutura de IA empresarial e Soluções de IA empresarial, anunciou a empresa.

Sundar Pichai, CEO da Alphabet e do Google, afirmou: "Foi um trimestre excepcional para a Alphabet, com a receita anual ultrapassando US$ 400 bilhões pela primeira vez. O lançamento do Gemini 3 foi um marco importante e estamos com um ótimo ritmo de crescimento. O aplicativo Gemini cresceu para mais de 750 milhões de usuários ativos mensais. A busca registrou um volume de uso sem precedentes, com a IA impulsionando ainda mais esse crescimento".

Às 18h20 (de Brasília), as ações da Alphabet recuavam 2,12% no after hours de Nova York.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais