Após reunião com TikTok, Lula fala em instalação de data center no Ceará

Na segunda-feira (22), presidente da República se encontrou com CEO da rede social em Nova York

Da CNN Brasil
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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou que o TikTok planeja instalar um data center no estado do Ceará, no Porto do Pecém, localizado no município de São Gonçalo de Andrade.

Em coletiva nesta quarta-feira (24), Lula agradeceu a participação do governador Elmano de Freitas (PT) em sua viagem aos Estados Unidos, para a reunião com o CEO do TikTok, Shou Zi Chew.

A CNN entrou em contato com o TikTok, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Na segunda-feira (22), Lula se encontrou com o executivo, na residência do embaixador Sérgio Danese, representante permanente do Brasil na ONU. Uma fonte do governo brasileiro que acompanhou a reunião afirmou que o encontro durou cerca de 30 minutos e foi solicitado pela própria rede social chinesa.

A CNN já havia adiantado que a foi levada à discussão a possibilidade de investimentos da empresa no Brasil. Não houve anúncio de valores nem de projetos específicos, mas o executivo do TikTok teria falado sobre o interesse em realizar investimentos de forma geral e teria citado potenciais projetos relacionados ao Ceará, como a instalação de data centers.

Em julho, o governo federal assinou uma medida provisória para impulsionar a instalação desses grandes centros de tecnologia no estado nordestino. O texto obriga o uso exclusivo de energia renovável em Zonas de Processamento de Exportação e deve viabilizar uma infraestrutura de grande porte na região.

Segundo a fonte, o presidente Lula também abordou na conversa com Shou a lei de combate à adultização de crianças na internet, sancionada na última semana, além do projeto sobre regulamentação econômica de redes sociais, enviado ao Congresso neste mês.

Segundo a fonte, o CEO do TikTok demonstrou preocupação com o tema e afirmou estar comprometido em colaborar com a pauta regulatória, destacando também medidas para combater crimes envolvendo menores.

Com informações de Amanda Fuzita e Priscila Yazbek, da CNN

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