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Banco Master: Avanço da investigação pode dar contorno ainda maior à crise

Apuração e eventuais colaborações podem gerar novos desdobramentos no caso, dizem fontes

Clarissa Oliveira e Daniel Rittner, da CNN Brasil, em São Paulo e Brasília
Fachada do Banco Master
Fachada do Banco Master  • Banco Master
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Embora esteja em andamento há vários meses, a operação que atinge nesta manhã (18) o Banco Master ainda pode ter muitos desdobramentos e avançar sobre outros agentes, na avaliação de fontes próximas à investigação.

A fraude mapeada até agora pela Polícia Federal chega à casa de R$ 12 bilhões. Mas não estão descartados instrumentos adicionais para subsidiar a apuração, como delações e acordos de colaboração.

Como mostrou a CNN, os investigadores suspeitam que o presidente do banco, Daniel Vorcaro, agiu para mascarar a fraude bilionária na instituição e ganhar tempo para viabilizar uma fuga do País, criando uma espécie de “cortina de fumaça”.

A suspeita é de que a fraude passe também pela operação de compra do Banco Master pelo BRB, rejeitada pelo Banco Central em setembro. Há ainda a avaliação de que a operação de venda para o Grupo Fictor, anunciada ontem, seria fictícia.

Em nota, grupo Fictor disse: “a operação de compra está suspensa, e nos colocamos à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Por se tratar de tema sob análise das autoridades, o consórcio não comentará o mérito das investigações”.

Daniel Vorcaro foi preso na noite de segunda (17), no aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para o Dubai. Ao avaliar o risco de fuga, autoridades próximas à investigação destacam o fato de o executivo usar uma aeronave particular e viajar para um país sem acordo de extradição vigente com o Brasil.

Nos bastidores, não está descartada a possibilidade de detalhes da Operação Compliance Zero terem vazado para Vorcaro, que então teria deflagrado um plano de fuga. O executivo, no entanto, vinha sendo monitorado constantemente pela Polícia Federal.

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