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Brasileira se torna mais jovem bilionária a construir própria fortuna

Luana Lopes Lara é fundadora e COO da Kalshi, startup criada ao lado do libanês Tarek Mansour

Da CNN Brasil
Luana Lopes Lara, co-fundadora da Kalshi
Luana Lopes Lara, co-fundadora da Kalshi  • Ilustração gerada por IA (Reprodução/Instagram)
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Aos 29 anos, a brasileira Luana Lopes Lara se tornou a pessoa mais jovem do mundo a construir a própria fortuna bilionária, com aproximadamente US$ 1,3 bilhão — aproximadamente R$ 6,9 bilhões.

Junta do sócio Tarek Mansour, fundou a startup Kalshi, empresa da qual é COO, uma plataforma que se define como uma exchange na qual os usuários montam posições baseados em eventos de tópicos variados, como clime e cultura pop, passando por dados econômicos e resultados políticos.

Em junho, a empresa era avaliada em US$ 2 bilhões após captar US$ 185 milhões. Já em outubro, ao captar US$ 300 milhões, elevou seu valor a US$ 5 bilhões.

Nesta terça-feira (2), a Kalshi anunciou uma rodada de investimentos que captou US$ 1 bilhão, levando o valuation da empresa a US$ 11 bilhões.

Em menos de seis meses, o valor da empresa quintuplicou, de modo que agora o patrimônio líquido dos cofundadores, que detêm cerca de 12% da empresa cada, é de US$ 1,3 bilhão cada, segundo estimativas da Forbes.

Conheça Luana Lopes Lara

Em Santa Catarina, Luana estudou balé na Escola de Teatro Bolshoi do Brasil. Na escola, conquistou o ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e o bronze na Olimpíada de Matemática do estado.

Ao concluir o Ensino Médio, dançou profissionalmente na Áustria antes de pendurar a sapatilha para estudar no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

Foi lá onde conheceu Mansour, que cresceu em meio à Guerra do Líbano de 2006. Além da faculdade, dividiram estágio no mercado financeiro na Five Rings Capital, em Nova York, em 2018. Nessa época, surgiu a ideia do negócio no mercado de previsão.

"Percebemos que a maioria das negociações acontece quando as pessoas têm alguma visão sobre o futuro e tentam encontrar uma maneira de refletir isso nos mercados", disse Lopes Lara à Forbes.

O setor carecia de regulamentação e, antes de levantar a Kelshi, os sócios buscaram mais de 40 escritórios de advocacia para tocar a empreitada.

“Logo depois da faculdade, estávamos assumindo uma quantidade insana de riscos. Foram dois anos sem um único produto — nada lançado — e se não conseguíssemos a regulamentação, a empresa simplesmente iria à falência”, relembra Lopes Lara.

A aprovação do negócio pela CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities) viria em 2020, com apoio do advogado Jeff Bandman, que havia trabalhado para o regulador anteriormente.

Em 2021, Luana Lopes Lara foi a única brasileira na lista Forbes 30 Under 30 dos EUA.

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