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BTG e Perfin vão ancorar investimento bilionário na Cosan

Cosan vai organizar ofertas públicas de ações para reestruturar dívida; companhia detalha operação em conferência na segunda (22)

João Nakamura, da CNN, São Paulo
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Aporte será realizado por meio de uma nova holding, na qual as Holdings Aguassanta, controladora da Cosan, também participará  • Divulgação
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A Cosan anunciou, em fato relevante publicado na noite deste domingo (21), a celebração de um acordo de investimento e estruturação de OPAs (ofertas públicas primárias de ações) com o BTG Pactual e a Perfin.

A companhia visa, com as OPAs, levantar recursos para reestruturar suas dívidas financeiras, "de forma a efetivamente reduzir a sua alavancagem", segundo o documento.

Serão realizadas duas operações, sendo a primeira com suporte dos chamados "Investidores Âncora".

A primeira OPA deve resultar na distribuição de 1,45 bilhão de ações ordinárias, montante que pode aumentar em até 25% (362,5 milhões de ações) com potencial lote adicional. Nessa etapa, contudo, não haverá concessão de direito de prioridade aos acionistas da Cosan.

O BTG e a Perfin assumiram o compromisso de integralizar as ações da primeira oferta pública, ou seja, garantir a totalidade da operação, sendo o valor agregado do compromisso equivalente a R$ 7,25 bilhões, a um preço por ação de R$ 5.

O aporte será realizado por meio de uma nova holding, na qual as Holdings Aguassanta, controladora da Cosan, também participará.

Os investidores se comprometeram com aportes equivalentes na nova operação até a primeira OPA.

Metade das ações negociadas nesta primeira operação - exceto as dos "Investidores Âncora" - não poderão ser negociadas por dois anos. No caso dos títulos subscritos pela nova holding, o lock up será de quatro anos.

Na segunda fase, a expectativa é de que sejam distribuídos até 550 milhões de papéis, com a concessão de direito de prioridade aos acionistas titulares de ações da companhia ao final do pregão de sexta-feira (19). A quantidade de ações emitidas nessa operação pode ser ajustada para evitar que sejam distribuídas, ao todo, 2 bilhões de títulos.

A realização das OPAs ainda está sujeita a aprovação em assembleia geral extraordinária da Cosan, que irá votar:

  • O aumento do limite do capital autorizado da companhia para até 8 bilhões de ações ordinárias;
  • A concessão de dispensa aos "Investidores Âncora" e à nova holding da necessidade de realização de OPA por atingimento de participação relevante.

A Cosan deve convocar a assembleia em até três dias.

BR Partners e G5 Partners foram contratados para acompanhar o processo.

Em teleconferência a ser realizada na manhã de segunda-feira (22), a Cosan disse que irá detalhar a transação, o cronograma e os benefícios esperados. Informações adicionais sobre as OPAs serão "oportunamente divulgadas", segundo o fato relevante.

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