Copel acompanha El Niño e seus efeitos sobre preço de energia, diz CEO

Daniel ​Slaviero afirmou, em conferência de resultados do 1° trimestre, que empresa está atenta às oportunidades que o fenômeno pode trazer

Letícia Fucuchima, da Reuters
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A Copel está monitorando a ​possibilidade de ocorrência de um ​forte El Niño no segundo semestre, o que tenderia a impactar os preços de energia elétrica no Brasil, e poderá aproveitar eventuais oportunidades para comprar mais energia, disseram executivos da companhia nesta ⁠quarta-feira (6).

Em teleconferência de ​resultados, o CEO da Copel, Daniel ​Slaviero, ressaltou que a elétrica continuará operando com ⁠seu balanço de energia descontratado, ⁠tanto para 2026 quanto para os ​dois ‌anos à frente.

Segundo ele, a operação descontratada ⁠é uma "premissa" da estratégia de comercialização da companhia, diante de um ambiente mais desafiador e volátil para ‌a operação ⁠do sistema ‌elétrico brasileiro, com cortes de geração renovável e risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) mais ⁠elevados.

A Copel vem aproveitando ⁠o momento de alta de preços de energia de curto ‌prazo no Brasil e, em uma eventual queda de preços devido ao fenômeno climático El Niño, ajustará sua estratégia para comprar mais energia, ‌afirmou o CEO.

"Se eventualmente a intensidade do El Niño for acima do esperado e tiver um ⁠impacto de variação de preço muito grande para o segundo semestre ou em diante... eu diria ​que até abre oportunidade para nós comprarmos mais ​energia, aumentando eventuais posições ou fechando alguns 'gaps' trimestrais que possam haver pela curva do GSF", disse.

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