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Danone pretende apresentar agricultura regenerativa na COP30

Empresa quer mostrar que práticas sustentáveis adotadas com produtores parceiros têm gerado mais eficiência e mais produtividade

Fabrício Julião, da CNN Brasil, em Poços de Caldas - MG
Fábrica da Danone, em Poços de Caldas (MG)  • Divulgação/Danone
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A Danone levará o seu modelo de agricultura regenerativa em novembro à COP30, em Belém, no Pará, com o objetivo de ganhar escalabilidade às práticas sustentáveis feitas nas fazendas de produtores parceiros.

“Agricultura regenerativa não é moda, é sobre criar resiliência para a nossa cadeia. Se a gente não regenerar e não reciclar, colocamos em risco o modelo da nossa companhia”, afirmou Mário Rezende, vice-presidente de Operações e Sustentabilidade.

Chamado Jornada Flora, o modelo conta com três pilares para garantir eficiência e se manter resiliente no longo prazo:

  • Pessoas: treinamento especializado fornecido para mais de 133 agricultores, com o objetivo de aumentar a rentabilidade dos produtores e a qualidade do leite;
  • Planeta: foco na redução de emissão de metano e CO2 - houve diminuição de 42% na emissão de metano na fazenda de 1,13 em 2020 para 0,65 em 2024;
  • programa Bem-Estar Animal: consiste na implementação de melhores práticas voltadas para a promoção de conforto e melhores condições de vida - 30% das fazendas parceiras da Danone já participam do programa.

Das 233 fazendas produtoras de leite que são parceiras da Danone, 167 já utilizam as práticas de agricultura regenerativa da Jornada Flora.⁠

“O Brasil tem diversas realidades de produção de leite. Mudar o modelo produtivo por uma jornada de regeneração é mudar a cabeça do fazendeiro, e a grande sacada é fazer isso em escala. A escalabilidade é nosso objetivo”, declarou Mário.

A ideia da empresa é aproveitar que os olhos do mundo estarão voltados para COP do Brasil, em novembro, e apresentar os resultados da estratégia que vem sendo utilizada.

“O modelo extrativista é falido, o payback está na resiliência da cadeia. Um grande problema do Brasil na pecuária é a sucessão familiar, porque o modelo extrativista desestimula e não é tão rentável. Agora o filho do produtor vai começar a seguir na atividade, porque deixou de ser um sofrimento e passou a ser prazeroso”, declarou.

A CNN foi convidada pela Danone para conhecer a Fazenda Santa Rosa, no interior de Minas Gerais, para acompanhar de perto as práticas adotadas pela Jornada da Flora.

A fazenda é considerada de grande porte, possui mais de 160 vacas e produz cerca de 5 mil litros de leite por dia.

Os cuidados com os animais vão desde práticas recomendadas de limpeza até momentos de descontração com músicas clássicas, que incluem “Reconvexo”, de Maria Bethânia, no repertório. Desde 2020, a taxa de mortalidade dos animais da Fazenda foi de 33% para 4%.

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