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Embraer avança no Oriente Médio e fecha acordo com empresas dos Emirados

Além das áreas mais tradicionais de comércio, como petróleo e agronegócio, Brasil e Emirados Árabes Unidos vêm estreitando laços também na indústria de defesa

Gabriel Garcia, da CNN Brasil, Brasília
Logo da Embraer em Genebra
Logo da Embraer em Genebra  • 23/05/2022 REUTERS/Denis Balibouse
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A Embraer, maior empresa da indústria bélica do Brasil, assinou nesta segunda-feira (17) dois memorandos de entendimento com a AMMROC e a Global Aerospace Logistics, ambas sediadas nos Emirados Árabes Unidos.

A companhia descreveu as assinaturas como um “passo significativo” na expansão de sua presença em defesa e suporte no Oriente Médio.

Os acordos preveem explorar oportunidades conjuntas para o desenvolvimento e suporte aos setores aeroespacial e de defesa, com foco em serviços de manutenção, reparo e revisão e em treinamento para a aeronave militar multimissão KC-390 Millennium.

Nos próximos meses, a Embraer e as empresas parceiras vão aprofundar as negociações e estruturar um plano de trabalho para projetos que aproveitem as competências de cada uma.

As conversas envolverão requisitos de potenciais operadores do KC-390, planejamento de suporte futuro à frota, programas de treinamento e serviços de engenharia para eventuais modificações na aeronave.

Ou seja, cria-se a base para que empresas locais atuem como hubs regionais de manutenção e apoio ao KC-390, o que é essencial para ampliar a competitividade do cargueiro no Oriente Médio.

A AMMROC é referência regional em serviços de manutenção e reparo para aviação militar e comercial, sendo centro autorizado da Lockheed Martin para o C-130 e da Sikorsky para o Black Hawk.

Já a GAL, é a principal provedora de serviços do Ministério da Defesa dos Emirados, com mais de 5 mil funcionários e contratos de manutenção em toda a região.

As duas empresas atuam como hubs de suporte e prontidão operacional para forças armadas locais.

Relação Brasil x Emirados Árabes

Além das áreas mais tradicionais de comércio, como petróleo e agronegócio, Brasil e Emirados Árabes Unidos vêm estreitando laços também na indústria de defesa.

O Edge Group, um dos maiores conglomerados de defesa do mundo, já investiu mais de R$ 3 bilhões no Brasil.

A empresa, sediada em Abu Dhabi, comprou duas companhias brasileiras, fabrica mísseis em parceria com a Marinha do Brasil e anunciou a construção de uma fábrica para a SIATT, empresa brasileira de tecnologia avançada que teve 50% do capital adquirido pelos árabes.

Desde sua chegada ao Brasil, o Grupo Edge afirma que o objetivo é criar uma “parceria estratégica” com o país, afastando a ideia de ser apenas um parceiro comercial.

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