Empresas de tecnologia dos EUA são chamadas para audiência em junho

Empresas estão enfrentando críticas crescentes nos EUA sobre a segurança de crianças e adolescentes

Reuters
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Os presidentes-executivos da Meta, da Alphabet, do TikTok e do Snap foram convidados a voltarem ao Capitólio para responder às perguntas dos parlamentares dos Estados Unidos sobre a segurança online de crianças, de acordo com um assessor do Senado norte-americano.

O presidente do Judiciário do Senado, o republicano Chuck Grassley, convidou Mark Zuckerberg, da Meta, Sundar Pichai, da Alphabet, Shou Zi Chew, do TikTok, e Evan Spiegel, da Snap, segundo Hannah Akey, porta-voz de Grassley.

As empresas estão enfrentando críticas crescentes nos EUA sobre a segurança de crianças e adolescentes. Se os executivos aceitarem o convite para a audiência, isso permitirá que os membros do Comitê Judiciário do Senado pressionem os executivos sobre os tópicos em um ambiente público. Marsha Blackburn, do Tennessee, e Richard Blumenthal, de Connecticut, dois membros do comitê, estão trabalhando para convencer os pares a apoiarem uma legislação que exija que as empresas assumam mais responsabilidade sobre como os aplicativos afetam crianças e adolescentes.

Até o momento, o Congresso dos EUA não aprovou uma legislação abrangente para regulamentar a mídia social, o que levou os estados do país a aprovarem leis próprias. Pelo menos 20 estados promulgaram leis no ano passado sobre o uso de mídias sociais e crianças, de acordo com a Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais, uma organização que acompanha projetos de lei estaduais.

Snap, Meta, Google e TikTok enfrentam separadamente ações judiciais em tribunais federais e estaduais na Califórnia que os acusa de criarem plataformas viciantes que prejudicam a saúde mental das crianças. Meta e Google perderam o primeiro caso que foi levado a júri em março, resultando em um veredito de US$ 6 milhões. TikTok e Snap fizeram um acordo com o autor da ação antes do julgamento. Mais julgamentos estão planejados para meados deste ano.

Porta-vozes das empresas não responderam a um pedido de comentário da Reuters.

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