Fabricante do Tylenol cai 7% após relatório negativo do governo Trump
Documento indica que uso do medicamento por mulheres grávidas está ligado ao autismo

A Kenvue Inc., fabricante do Tylenol, viu suas ações despencarem 7,5% nesta segunda-feira (22), fechando o pregão em US$ 16,97 após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgar um relatório que associa o uso do analgésico com o desenvolvimento de autismo durante a gravidez.
No ano, os papéis da companhia acumulam perdas de 20,5%.
A farmacêutica já havia iniciado a sessão desvalorizada, depois de fechar a sexta-feira (19) em US$ 18,34. A Kenvue abriu as negociações cotada em US$ 17,71.
Trump já havia antecipado o informe no domingo (21), afirmando que se tratava de "um anúncio muito importante".
O Wall Street Journal adiantou neste mês que o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. planejava anunciar que o uso do popular analgésico de venda livre Tylenol por mulheres grávidas está potencialmente ligado ao autismo, contrariando as diretrizes médicas que dizem que seu uso é seguro.
Apesar da divulgação, pesquisadores contestam e afirmam que não há evidências concretas de uma ligação entre o uso do medicamento e o autismo.


