Fundo do bilionário Bill Ackman propõe compra da Universal Music

Segundo comunicado a imprensa, a proposta foi apresentada junto com um "plano de criação de valor" no qual Ackman também é CEO

Olesya Dmitracova, da CNN, em Londres
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A Pershing Square Capital Management, fundada pelo bilionário Bill Ackman, ofereceu-se para comprar a Universal Music Group, a gravadora por trás de Taylor Swift, Lady Gaga, Kendrick Lamar e Sabrina Carpenter, entre outros artistas.

A proposta foi apresentada junto com um "plano de criação de valor" no qual Ackman também é CEO, informou o fundo em um comunicado à imprensa na terça-feira (7). A transação complexa deve ser concluída até o final do ano, acrescentou.

O preço das ações da Universal Music "estagnou devido a uma combinação de questões que não estão relacionadas ao desempenho de seu negócio musical e, importante, todas elas podem ser resolvidas com esta transação", disse Ackman no comunicado.

De acordo com a proposta, a Universal Music – a maior gravadora do mundo – se fundirá com a Pershing Square SPARC Holdings, uma empresa de aquisição de propósito especial.

A empresa resultante será listada na Bolsa de Valores de Nova York, transferindo a listagem da Universal Music da Europa para os Estados Unidos.

Ackman tentou uma manobra semelhante antes. Em 2021, ele criou uma SPAC para comprar a Universal Music, então propriedade da Vivendi. Ele adquiriu 10% da empresa, mas não conseguiu comprar a entidade inteira. Ackman deixou o conselho da Universal Music no ano passado.

A gravadora, cujos artistas também incluem Billie Eilish, Ariana Grande e Florence + the Machine, está atualmente listada em Amsterdã, embora sua sede operacional esteja localizada em Santa Monica, Califórnia.

Seus acionistas receberão um total de 9,4 bilhões de euros (US$ 10,9 bilhões) em dinheiro – ou 5,05 euros por ação – e, em troca de cada ação da Universal Music que possuem, 0,77 ações da nova entidade.

O anúncio impulsionou as ações da Universal Music mais de 18% na abertura. No meio do dia em Amsterdã, elas estavam sendo negociadas com alta de 11,3% no dia, a 19,04 euros.

Em uma carta ao conselho de administração da Universal Music, datada de terça-feira, Ackman descreveu a empresa como "de alta qualidade" e "leve em capital", observando "o crescimento de longo prazo da música global em que a penetração do streaming e aumentos de preço apropriados sustentam um crescimento de receita de alto dígito único no longo prazo para a próxima década e provavelmente depois disso."

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