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Google espera chegar a acordo com Apple sobre Gemini este ano

Em um possível acordo este ano, a tecnologia Gemini seria incluída no Apple Intelligence

Reuters
Logotipo do Google na entrada dos escritórios da empresa em Toronto, Ontário, Canadá
Pichai testemunhou em defesa da unidade da Alphabet contra as propostas do Departamento de Justiça  • 09/09/2018 - REUTERS/Chris Helgren
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O Google espera chegar a um acordo com a Apple até meados deste ano para incluir sua tecnologia de inteligência artificial Gemini em telefones novos, disse o presidente-executivo da empresa, Sundar Pichai, em depoimento durante julgamento antitruste em Washington, nesta quarta-feira (30).

Pichai testemunhou em defesa da unidade da Alphabet contra as propostas do Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA, que incluem o fim de acordos lucrativos com Apple, Samsung, AT&T e Verizon para ser o mecanismo de busca padrão em novos dispositivos móveis.

Durante o interrogatório da advogada do DoJ Veronica Onyema, Pichai disse que, embora o Google ainda não tenha um acordo com a Apple para incluir o Gemini nos iPhones, ele próprio conversou com o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, sobre a possibilidade no ano passado.

Em um possível acordo este ano, a tecnologia Gemini seria incluída no Apple Intelligence, o conjunto de recursos de IA da própria Apple, disse Pichai.

O Google também planeja experimentar a inclusão de anúncios em seu aplicativo Gemini, disse Pichai. Promotores procuraram ilustrar como o Google poderia estender seu domínio na pesquisa online para a IA.

O Google manteve seu monopólio, em parte, pagando bilhões de dólares às operadoras sem fio e aos fabricantes de smartphones, de acordo com decisão do juiz distrital Amit Mehta no ano passado.

O juiz agora está avaliando quais ações o Google deve tomar para restaurar a concorrência. O resultado do caso pode remodelar fundamentalmente a internet, destituindo potencialmente o Google como principal portal de informações online.

O Departamento de Justiça e uma ampla coalizão de procuradores-gerais estaduais estão pressionando por soluções, incluindo a exigência de que o Google venda seu navegador Chrome, proibindo-o de pagar para ser o mecanismo de pesquisa padrão e exigindo que compartilhe dados de pesquisa com os concorrentes.

As cláusulas de compartilhamento de dados desestimulariam o Google a investir em pesquisa e desenvolvimento, afirmou Pichai nesta quarta-feira.

As disposições que exigiriam que a empresa compartilhasse seu índice de pesquisa e dados de consulta de pesquisa são “extraordinárias” e equivalem a uma “alienação de fato de nossa propriedade intelectual relacionada à pesquisa”, disse Pichai.

“Seria trivial fazer engenharia reversa e construir efetivamente a pesquisa do Google a partir de fora”, disse.

Isso tornaria “inviável investir em pesquisa e desenvolvimento como temos feito nas últimas duas décadas", acrescentou. O Google disse que planeja recorrer assim que o juiz tomar uma decisão final.

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