H&M estudou o Brasil por 10 anos antes investir no mercado, diz diretora

Cultura, acessibilidade nos preços e moda sustentável foram fatores que pesaram na vinda da varejista sueca ao Brasil

Manuela Miniguini, colaboração para a CNN Brasil*
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Em entrevista à CNN Cast nesta quarta-feira (25), a diretora de comunicação e marketing da H&M no Brasil, Louise Rossetti, afirmou que a varejista estudou o mercado brasileiro por 10 anos antes de abrir primeira loja no país.

A marca sueca desembarcou em solo brasileiro em agosto do ano passado, com lojas em São Paulo e Campinhas.

Rossetti explica que chegada ao Brasil foi muito desafiadora pelo dinamismo e proposta desejada.

"Nós queríamos chegar como marca de valor agregado: a de moda acessível, de qualidade e sustentável", afirma.

Esse desafio exigiu estudo de terreno, sobretudo para preservar o legado da varejista de nunca ter abandonado um mercado em que ingressou. "A H&M nunca saiu de nenhum mercado no mundo, isso é importante falar. Até por isso que demoramos para chegar aqui", salienta Louise.

Outro ponto que precisou ser estudado foi a estratégia cultura. A H&M tem como principais mercados países norte-americanos e europeus - locais cujo clima é oposto ao brasileiro e onde as culturas raramente se encontram.

"O fator cultural é muito forte, e a gente quis chegar de forma muito respeitosa. Até por isso fizemos a primeira campanha com aquilo que unia a H&M e o Brasil: a música. Agora temos uma segunda parte vindo ai com H&M Rio", afirma a diretora.

A primeira campanha para a abertura da primeira loja brasileira, localizada no shopping Morumbi, contou com grandes nomes da música, como Anitta e Gilberto Gil. H&M Rio, ainda sem campanha divulgada, chega em abril deste ano. 

O CNN Cast é uma parceria de mídia da CNN com grandes marcas para coberturas de evento com relevância para a sociedade e o mercado.

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