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Mastercard se torna acionista do BRB após executar dívida do Will Bank

Empresa de cartões afirmou em e-mail ao Banco de Brasília que não pretende manter posição na instituição

João Nakamura, da CNN Brasil, em São Paulo
Logo do BRB na sede do banco em Brasília
Logo do BRB na sede do banco em Brasília  • 01/04/2025 - REUTERS/Adriano Machado
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A liquidação da Will S.A Crédito Financiamento e Investimento, propriedade do grupo do Banco Master, foi realizada devido, em parte, pelo descumprimento de obrigações com a Mastercard, bandeira dos cartões do Will Bank.

Ao executar a dívida da Will, a empresa de solução de pagamentos acabou assumindo como garantias parte dos ativos em posse da controlada do Master, dentre eles 33.684.706 ações do BRB (Banco Regional de Brasília), equivalentes a 6,93% do capital da empresa.

Em comunicado ao mercado de terça-feira (20), o BRB apresentou um e-mail assinado por executivos da Mastercard no qual a empresa esclarece que não tem interesse em manter posição na instituição financeira.

"A Mastercard informa que procederá à alienação de referidas ações, de acordo com a legislação e regulamentação aplicáveis, não tendo a intenção de manter participação acionária no BRB, nem de exercer os direitos políticos a elas vinculados durante o período em que realizará a venda dos ativos excutidos. A excussão da garantia não objetiva alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da sociedade", diz o e-mail.

Na mensagem, a Mastercard ainda afirma não ter posse e nem negocia outros ativos ligados ao Banco de Brasília.

"Como parte de suas atividades de gestão de risco enquanto arranjo de pagamentos regulado, a Mastercard mantém diferentes tipos de garantias de seus participantes, que podem incluir ativos como ações. Essas garantias têm como finalidade exclusiva assegurar o cumprimento de obrigações de pagamento por parte dos emissores em caso de inadimplemento", afirma a Mastercard em nota a jornalistas.

Na terça, a empresa havia anunciado a suspensão dos cartões do Will Bank emitidos sob sua bandeira.

A liquidação extrajudicial do Will Bank pelo Banco Central se soma a outras cinco ações relacionadas ao caso de fraudes bancárias no Banco Master.

Até então, a Will estava sob o Raet (Regime Especial de Administração Temporária) "tendo em vista a possibilidade concreta de solução que preserva o funcionamento" do banco digital, segundo o BC.

O Raet é uma solução para reorganizar a instituição ao BC, ao permitir que ocorra uma solução de mercado, como transformação, incorporação, fusão, cisão ou transferência do controle acionário.

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