Mixue, rede chinesa que tem mais unidades que McDonald's, chega ao Brasil

CEO confirmou ao CNN Money que empresa mira abrir até 100 novas lojas no Brasil ainda neste ano

Manuela Miniguini, colaboração para a CNN Brasil*, Matheus Oliveira e João Nakamura, da CNN Brasil, em São Paulo
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A marca chinesa de sorvetes e chás, Mixue, abre suas duas primeiras lojas no Brasil neste sábado (11). A abertura das operações acontece pouco mais de um ano depois da maior rede de fastfood do mundo anunciar um investimento de R$ 3,2 bilhões no país.

Fundada em 1997, a Mixue conta com mais de 47 mil unidades ao redor do mundo e é maior que McDonald's e Starbucks.

O Brasil foi o escolhido para a estreia da empresa na América do Sul pela sua diversidade cultural e econômica, afirmou Tian Zezhong, CEO da Mixue no país, ao CNN Money.

A entrada da companhia no mercado brasileiro integra uma estratégia de expansão global da empresa, que tem forte presença na Ásia e já expande em outros mercados.

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) espera que a presença da Mixe no país gere 25 mil empregos até 2030.

 

Segundo a franquia, sua proposta é trazer "produtos de qualidade por um preço acessível onde todos podem ter acesso".

E na busca pela adaptação ao mercado local e pelo público certo para o negócio, a empresa aposta primeiro na capital paulista, com uma unidade no Shopping Cidade São Paulo e outra na Rua 25 de Março.

"Quando a gente entrou no Brasil, não sabia qual era o público e qual a área que estaria melhor concentrado, que teria melhor aderência a esses produtos. Então, a [Avenida] Paulista foi o lugar principal [por estar] em São Paulo, no centro. Aqui foi o primeiro tiro. E a 25 de Março por ter um público diferente daqui, então é um teste, justamente para ver como o público responde", comenta Tian.

Ainda assim, os planos de expansão já contemplam outras duas lojas: uma no Shopping Campo Limpo e outra no Shopping Tatuapé. A expectativa da Mixue é de abrir de 60 a 100 lojas ainda esse ano no país, já iniciando operação de pelo menos 10 lojas no Rio de Janeiro no segundo semestre.

Tian cita que o limão, a laranja, o leite e o açaí (que será lançado em breve) são comprados de produtores nacionais. Porém, hoje, a grande maioria dos insumos e equipamentos é importada da China.

Se até 2030 a empresa chegar a 1.000 lojas no país, a expectativa é de que a produção passe a ser integralmente nacional pela logística, segundo o CEO.

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