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Não precisamos mais de sócio estratégico, diz CEO da Investsmart

Em entrevista ao CNN Money, Samyr Castro apontou meta de chegar a R$ 35 bilhões sob assessoria

Karla Spotorno, do Estadão Conteúdo
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A Investsmart, assessoria de investimento ligada à XP, desistiu da busca de um novo sócio. "Não precisamos mais de sócio estratégico", afirmou Samyr Castro, presidente da Investsmart e entrevistado do Capital Insights. O programa, fruto da parceria entre a Broadcast e o CNN Brasil Money, foi ao ar nesta quinta-feira (11).

A procura por um sócio estratégico começou há aproximadamente um ano e tinha como objetivo achar um parceiro com capital para alavancar os investimentos necessários para a empresa realizar seu grande projeto: a abertura de capital dentro de cinco anos. Castro explicou que a empresa já consegue financiar seu crescimento sozinha.

"Para fazer o IPO, precisamos crescer a ponto de faturar R$ 1 bilhão por ano", afirmou. Ele disse que a oferta primária de ações pode ocorrer em alguma Bolsa no Brasil ou mesmo no exterior. Isso ainda não está definido.

Essa reversão dos planos decorreu de duas mudanças principais, segundo o sócio-fundador da Investsmart. Uma foi o próprio crescimento da companhia, que encerrará 2025 com lucro recorde e um crescimento de R$ 5 bilhões no total sob assessoria, chegando a R$ 31 bilhões.

"Em 2025, faremos 10 vezes o recorde de lucro da história", disse Castro, sócio da empresa fundada em 2013. O recorde, que não era esperado, teve entre as alavancas o resultado da área de consórcio.

Outra mudança importante, segundo o empresário, foi a redução dos custos. Castro conta que a empresa não tinha um controle rigoroso dos custos nem da produtividade dos colaboradores.

No ano passado, foi iniciado um processo para localizar ineficiências e repensar desembolsos, o que gerou uma contribuição importante para o resultado líquido deste ano.

Expansão

Para 2026, a meta é chegar a R$ 35 bilhões sob assessoria. Um dos projetos para cumprir esse objetivo é quase dobrar o número de assessores de investimento - dos atuais 1.700 para 3.000.

Para isso, Castro contou que vai abrir um segundo escritório dentro de uma grande faculdade. O primeiro foi implantado dentro da Unisuam, do Rio. Segundo ele, os escritórios dentro das faculdades têm como objetivo captar novos profissionais. "As faculdades fazem parte da estratégia de expansão", disse.

Além dessa iniciativa, a Investsmart vai dobrar a área de recursos humanos especializada na captação de novos assessores e quer atrair "embaixadores para a marca". Essas pessoas são figuras públicas, influencers que decidiram migrar de profissão ou buscar a assessoria de investimentos como segunda carreira.

Banco Master

Castro afirmou que o caso Master prejudica o setor de investimentos e que a Investsmart "não trabalhava ativamente" para captação de investimento de seus clientes nos papéis do banco.

A XP liderou o volume de vendas, com R$ 26 bilhões em CDBs, segundo o portal e-investidor. O valor considera apenas o estoque de ativos mantidos nas carteiras dos clientes das plataformas até a data de liquidação do Banco Master.

O empresário relatou que há mais de um ano a assessoria monitorava as contas do Master e recomendava aos seus clientes para desinvestirem dos CDBs caso o volume aportado superasse o limite de R$ 250 mil protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). "Sem FGC, não recomendaria investimento no Master", disse.

A entrevista completa do programa Capital Insights está disponível em seu terminal Broadcast+, na aba Broadcast TV.

 

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