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    Petrobras e BNDES estudam criação de fundo para micro, pequenas e médias empresas

    Setor beneficiado será o de tecnologia, relacionado à transição energética

    A iniciativa é uma das ações do Acordo de Cooperação Técnica, assinado em junho do ano passado
    A iniciativa é uma das ações do Acordo de Cooperação Técnica, assinado em junho do ano passado 16/12/2014 - REUTERS/Sergio Moraes

    Denise Luna, do Estadão Conteúdo

    A Petrobras e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciaram estudos para estruturar um fundo de Corporate Venture Capital (CVC) para apoiar micro, pequenas e médias empresas de base tecnológica, disse nesta quarta-feira (21) a Petrobras.

    “Nesse primeiro momento, a ideia é identificar os setores mais promissores para esse tipo de investimento, considerando os temas relacionados à transição energética e que estejam alinhados às estratégias de longo prazo da Petrobras e do BNDES”, informou a estatal.

    A iniciativa é uma das ações do Acordo de Cooperação Técnica, assinado em junho do ano passado, para formação da Comissão Mista BNDES-Petrobras, voltada para as áreas de óleo e gás, com foco em pesquisa científica, transição energética e descarbonização e desenvolvimento produtivo e governança.

    A vigência do acordo é de até quatro anos.

    Esse primeiro fundo de CVC da Petrobras e do BNDES será constituído de acordo com as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O gestor será escolhido por meio de edital público, e terá independência para as decisões e investimentos, além de autoridade para agir em nome do fundo. A tese de investimento irá abranger negócios inovadores relacionados a energias renováveis e de baixo carbono que acelerem o posicionamento da Petrobras na transição energética.

    A companhia prevê um montante de US$ 100 milhões para a estratégia de investimentos em CVC, nos próximos cinco anos, conforme o Plano Estratégico 2024–2028.

    “A cooperação com o BNDES acelerar os processos de governança e estruturação do CVC, que servirá de alavanca de crescimento para a captura de valor da inovação em energias de baixo carbono, em linha com as nossas estratégicas divulgadas para o Plano Estratégico 2024–2028”, afirmou em nota o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

    Já o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, enfatizou que “o CVC nos permitirá fomentar ideias e modelos de negócios inovadores, de maneira integrada ao arcabouço de inovação que a Petrobras já desenvolve no âmbito dos seus projetos de pesquisa e desenvolvimento”.

    Para Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, investir em transição energética e em inovação é a solução para a garantia do desenvolvimento sustentável da economia brasileira.

    “O capital de risco é uma ferramenta importante para financiar micro, pequenas e médias empresas inovadoras, e o envolvimento de grandes empresas públicas, como BNDES e Petrobras, é um estímulo fundamental para que tenhamos novos saltos tecnológicos no país”, disse Mercadante.