Risco climático está na nossa tomada de decisões, diz CEO da Motiva
Miguel Setas conta que companhia tem planejamento para investimentos até 2035 em resiliência de infraestruturas
Miguel Setas, CEO da Motiva, a antiga CCR, apontou à CNN nesta terça-feira (8) que as mudanças climáticas estão no radar do setor de infraestrutura. Principalmente olhando para o fato de as catástrofes extremas estarem se tornando cada vez mais recorrentes, Setas reforça a necessidade de o setor agir.
O executivo contou que a Motiva trabalha diariamente com dados climáticos e análise meteorológica para atuar com mais previsibilidade e eficiência.
"Fazemos o monitoramento hora a hora para pensar ações preventivas, [...] trazer o risco climático para nossa tomada de decisão e ter planos de crise para quando crises acontecem. É um assunto que nos ocupa diariamente", afirmou Setas ao CNN Talks.
A CNN Brasil promove mais um CNN Talks, com a temática "COP30 – Resiliência Climática: Regulação e Financiamento".
Setas afirmou que o segmento de infraestrutura precisa aumentar os investimentos para garantir qualidade ao usuário. Ademais, para lidar com as mudanças climáticas, falou em atribuir resiliência aos projetos.
Por isso, ponderou que há dois caminhos a se escolher: o de agir preventivamente, o que iria onerar as empresas e o consumidor num primeiro momento; ou agir corretivamente, o que, segundo ele, a experiência mostra que é mais caro.
Na Motiva, Setas contou que todos os 37 empreendimentos operados pela companhia têm, para até o final do ano, um plano de resiliência climática e previstos até 2035 os investimentos que são necessários para tornar essas infraestruturas ainda mais resilientes.
Sobre a COP30, o executivo afirmou que ela será um espaço para discutir o impacto social das catástrofes ambientais, tendo em vista sua realização no meio da floresta Amazônica, próximo de comunidades indígenas; e debater também o financiamento para essa resiliência climática.


