Simpar, Vamos e Movida farão aumento de capital e BNDESPar será âncora

Aumento de capital das três empresas pode chegar a um valor combinado de entre R$2,2 bilhões a R$3,1 bilhões, afirmou a holding

da Reuters
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A Simpar anunciou nesta quinta-feira (5) que fará aumento de ​capital bilionário que terá o braço de ​participações do BNDES investindo cerca de R$1,5 bilhão na holding e nas controladas Vamos e Movida.

O aumento de capital das três empresas pode chegar a um valor combinado de entre R$2,2 bilhões a R$3,1 bilhões, afirmou a holding, citando que sua controladora, a JSP Participações vai aportar entre R$188 milhões ⁠e R$300 milhões na operação.

Ao ​final das transações o BNDESPar, que vai subscrever no máximo ​50% das ações a serem emitidas, terá até 10% de participação no ⁠capital social de cada companhia.

O preço por ⁠ação do aumento de capital da Simpar será de ​R$11,24. ‌Na Movida, a locadora de carros do grupo, o preço por ação ⁠será de R$11,72, enquanto na Vamos, a locadora de caminhões, de R$3,85.

A ação da Simpar fechou nesta quinta-feira cotada a R$11,83, em queda de 2,4%. A Movida ‌encerrou ⁠em baixa de ‌6%, a R$13,33, e a Vamos a R$4,28, desvalorizando 1,8%.

O BNDES afirmou que sua participação tem como objetivo criar condições para a captação do total ⁠de recursos pretendidos pelas companhias, contribuindo para ⁠aumentos de capital que podem chegar a R$ 2 bilhões na Simpar, R$ 600 milhões na Vamos ‌e R$ 750 milhões na Movida.

O BNDESPar ainda terá uma opção de comprar até 5% do capital da transportadora da Simpar, a JSL, um investimento de até R$112 milhões. A opção poderá ser exercida em até 30 ‌dias da homologação dos aumentos de capital.

O preço por ação nessa opção será de R$ 7,89 ou o equivalente a 95% da cotação da ⁠ação da JSL no fechamento do pregão imediatamente anterior à data do exercício da opção, afirmou a Simpar.

"A atuação do BNDES está alinhada às políticas ​do governo do presidente Lula para renovação de frota de caminhões e no ​acesso a veículos leves como forma de impulsionar um transporte mais seguro, sustentável e com menor emissão de CO2", disse o presidente do banco, Aloizio Mercadante, em comunicado.

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