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    Sony compra catálogo do Queen por valor recorde de US$ 1,27 bi; o que empresa ganha com isso?

    Negócio é duas vezes maior que valor investido na obra de Bruce Springsteen, segundo colocado da lista

    Detalhe da capa do álbum "The Works", de 1984, da banda Queen
    Detalhe da capa do álbum "The Works", de 1984, da banda Queen Reprodução

    João Nakamurada CNN

    Os membros do Queen são os campeões quando o assunto é ter o catálogo mais caro da história. Isso porque a Sony Music Entertainment pagou US$ 1,27 bilhões – praticamente R$ 7 bilhões – pelos direitos da banda.

    Esse é o maior investimento da história pelo catálogo de um artista, superando em mais de duas vezes e bagatela de US$ 550 milhões paga pelas músicas do cantor norte-americano Bruce Springsteen, que também foram compradas pela Sony.

    Outros recordistas – que também não chegam nem perto do Queen – são:

    • Bob Dylan: primeira venda em 2020 para Universal por US$ 300 milhões, segunda em 2021 para Sony por US$ 200 mi;
    • Genesis: US$ 300 milhões para Concord (2022);
    • Sting: US$ 300 milhões para Universal (2022);
    • David Bowie: US$ 250 milhões para Warner (2021).

    E como um empreendimento desses acabaria se pagando? O que a empresa ganha com isso? Em entrevista à CNN Internacional, o editor executivo de música da Variety, Jem Aswad, aponta para as festas, de casamentos à Bar Mitzvás, onde o Queen sempre marca presença.

    “Essas músicas serão populares por décadas. ‘We are the champions’ e ‘We will rock you’ serão tocadas em estádios pelo resto das nossas vidas, pode ter certeza disso”, indaga Aswad.

    E as possibilidades são mais amplas do que ganhar com reproduções. Com acesso a todo o arquivo do Queen, o editor da Variety aponta que a Sony pode remasterizar e relançar materiais, além de fazer novas coletâneas.

    Mas a verdadeira coroa dessa rainha dos negócios da música está nos direitos de name and likeness. Previsto no contrato, o conceito legal se refere aos direitos de publicidade de uma figura.

    Ou seja, a Sony tem direito de “produzir desde musicais da Broadway até qualquer outra coisa que possam imaginar [envolvendo o Queen]”, explica Aswad, que mais uma vez reforça como o interesse na banda nunca morreu.

    “Como Bohemian Rhapsody mostrou, há muito interesse na história do Queen”, pontua.

    E por que o grupo não manteria seus direitos para fazer ela própria esses negócios? Para Aswad, a resposta é simples: “é a melhor proposta de mercado que pode aparecer para essas bandas”.

    O editor aponta que fazer esse dinheiro agora e rápido é importante para esses artistas que estão mais velhos, até para deixar de herança para a família os recursos invés da dor de cabeça de ter de lidar com questões legais de direito de imagem.

    “Sabe, pai, só me dá o dinheiro logo”, brinca Aswad.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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