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Speedo aposta em tecido de milho para reduzir custos e emissão de carbono

Marca esportiva diz que Bioamida gera eficiência: exige menos tempo e menor temperatura no tingimento, absorve melhor os corantes e otimiza o reuso da água nas fábricas

Cristiane Noberto, da CNN, Brasília
Speedo
A Speedo Multisport lançou uma linha com tecido vegetal, capaz de reduzir em até 50% a emissão de gases de efeito estufa  • Reproducao: Speedo
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Com faturamento de R$ 23,2 bilhões e mais de 638 milhões de peças produzidas em 2023, o setor de moda esportiva no Brasil ganha agora uma nova aposta sustentável: roupas feitas de milho. A Speedo Multisport lançou uma linha com tecido vegetal batizado de Bioamida, capaz de reduzir em até 50% a emissão de gases de efeito estufa.

Produzido a partir de uma biomassa de milho geneticamente modificada, o material foi desenvolvido para uso industrial sem competir com o milho destinado à alimentação.

“A criação de roupas sustentáveis deixou de ser uma tendência e se tornou uma responsabilidade”, afirma Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo.

Segundo a empresa, além dos ganhos ambientais, a Bioamida gera eficiência: exige menos tempo e menor temperatura no tingimento, absorve melhor os corantes e otimiza o reuso da água nas fábricas — fatores que também reduzem os custos de produção.

A novidade surge em um momento de alta no consumo esportivo. No e-commerce, o segmento movimentou R$ 16,3 bilhões em 2023, com o vestuário representando 45% do total.

Voltadas ao público feminino e masculino, as peças com Bioamida prometem conforto, com toque macio, alta respirabilidade e baixa retenção de suor.

“Com a Bioamida vamos explorar novos nichos e fidelizar ainda mais quem já conhece a nossa marca”, concluiu Jalonetsky.

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