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    Stellantis não tem planos de fusão em andamento com Renault, diz presidente

    Jornal italiano publicou no domingo (4) que governo francês estuda projeto

    Stellantis foi alvo de críticas do governo italiano, que acusou a montadora de agir contra o interesse nacional em algumas ocasiões
    Stellantis foi alvo de críticas do governo italiano, que acusou a montadora de agir contra o interesse nacional em algumas ocasiões 05/04/2023 - REUTERS/David 'Dee' Delgado

    Reuters

    O presidente da Stellantis, John Elkann, negou nesta segunda-feira (5) que a montadora esteja planejando uma fusão, respondendo às especulações da imprensa sobre uma possível união com a rival Renault.

    “Não há nenhum plano sendo considerado em relação a operações de fusão com outros fabricantes”, disse Elkann em um comunicado, acrescentando que o grupo está concentrado na execução de seu plano de negócios de longo prazo.

    Elkann também dirige a Exor, a holding da família Agnelli que é a maior acionista individual da Stellantis.

    O jornal italiano Il Messaggero publicou no domingo (4) que o governo francês, que é o maior acionista da Renault e também tem uma participação na Stellantis, estava estudando planos para uma fusão entre os dois grupos.

    As ações da Renault subiram inicialmente mais de 4% nesta segunda-feira, com os operadores citando a especulação sobre a possível combinação. Os papéis reduziram os ganhos para 1% após os comentários de Elkann.

    A Renault tem uma avaliação de mercado muito mais baixa do que a Stellantis, produto de uma fusão em 2021 entre a PSA e a Fiat Chrysler, com marcas como Fiat, Peugeot e Jeep.

    Os analistas da Equita disseram que tal acordo enfrentaria obstáculos antitruste evidentes, além de questões sociais resultantes da duplicação de instalações na França.

    A Stellantis foi alvo de críticas do governo italiano, que acusou a montadora de agir contra o interesse nacional em algumas ocasiões.

    Na semana passada, o ministro da Indústria, Adolfo Urso, levantou a possibilidade do governo italiano assumir uma participação na Stellantis para ajudar a equilibrar a influência francesa sobre a empresa.