Suzano pode deixar de vender mercado spot em 2026, diz presidente
Companhia ainda anunciou que vai manter ao longo de todo o ano de 2026 produção de celulose de mercado 3,5% menor em relação à capacidade nominal de produção do grupo

A Suzano não vai deixar de atender todos os clientes de celulose este ano, mas pode ficar sem vender no mercado spot diante da decisão da companhia de manter um corte na produção iniciado em meados do ano passado até o final de 2026.
"Estamos muito tranquilos com a capacidade de recompor estoque para 100% dos clientes, mas pode ser que volume 'spot' não seja atendido", disse o presidente da maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, João Alberto Fernandez de Abreu, em entrevista a jornalistas.
O executivo comentou ainda que a demanda por celulose neste início de ano está se mostrando "acima das nossas expectativas" por fatores que incluem estoques mais baixos na China.
A Suzano anunciou na noite da véspera que vai manter ao longo de todo o ano de 2026 produção de celulose de mercado 3,5% menor em relação à capacidade nominal de produção do grupo, o equivalente a cerca de 450 mil toneladas.
"A retomada dessa capacidade marginal traz um retorno inadequado com impacto na geração de caixa muito pequeno", explicou o vice-presidente financeiro, Marcos Moreno Chagas Assumpção. "Por isso reiteramos que essa capacidade vai ficar fechada por todo 2026."
Comentando sobre o cenário de estoques para a Suzano neste ano, Assumpção afirmou sem dar detalhes que "talvez a melhor hipótese é termos uma venda muito parecida com a produção e aí teríamos de novo um estoque muito baixo no final de 2026".
As ações da Suzano lideravam as altas do Ibovespa nesta quarta-feira, avançando mais de 11%, às 15h05 (horário de Brasília), em meio a otimismo dos investidores após a publicação de resultados de quarto trimestre na noite da véspera.


