Toyota deve recomprar US$6,3 bi em ações e eleva previsão anual

Estimativas de lucro operacional anual foi elevada em 13% pela fabricante japonesa de carros

da Reuters
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A Toyota , maior montadora do mundo, elevou nesta terça-feira (4) sua previsão de lucro operacional anual em 13% ​para refletir a desvalorização acentuada do iene e anunciou ​um programa de recompra de ações de até 1 trilhão de ienes (US$6,3 bilhões).

No entanto, alguns indicadores fundamentais continuaram fracos, com a Toyota relatando uma queda de 9% no lucro operacional do primeiro trimestre — seu quinto trimestre consecutivo de queda e um resultado um pouco abaixo das expectativas.

A empresa foi prejudicada pela queda nas vendas na China, enquanto a guerra no Irã afetou as vendas no Oriente Médio e levou ⁠ao aumento dos custos de matérias-primas e ​peças.

A Toyota também observou que sua revisão para cima não levou em conta o impacto ​do terremoto que atingiu a ilha de Kyushu, no Japão, na semana passada, forçando-a a interromper ⁠a produção em quatro fábricas no país.

As ações ⁠da montadora fecharam em queda de 1,5%, o que alguns analistas atribuíram à ​decepção ‌com o volume do programa de recompra de ações.

Após revisar drasticamente para baixo suas projeções médias para ⁠o iene, de 150 ienes para 160 ienes por dólar, a montadora japonesa agora espera um lucro operacional de 3,4 trilhões de ienes (US$21,6 bilhões) para o ano fiscal que termina em março. Esse valor, no entanto, ainda ‌é ⁠10% inferior ao do ‌último ano fiscal.

Após a intervenção conjunta dos EUA e do Japão para compra de ienes no final da semana passada, o iene era negociado em torno de 157 ienes por dólar na terça-feira, em alta em ⁠relação às mínimas próximas a 164 registradas no mês ⁠passado.

A Toyota também passou a utilizar rotas terrestres para enviar carros ao Oriente Médio, contornando o Estreito de Ormuz, o que ajuda ‌a sustentar os lucros.

A empresa reduziu sua estimativa do impacto da guerra no Irã — que inclui custos mais altos de matérias-primas como o alumínio, atrasos nas entregas, volumes de vendas menores e apoio aos fornecedores — para 510 bilhões de ienes neste ano fiscal, ante a previsão anterior de 670 bilhões ‌de ienes.

Mesmo assim, esse continua sendo um dos maiores impactos negativos nos lucros decorrentes da guerra divulgados por uma empresa global até o momento.

Os planos da Toyota de recomprar ações no valor ⁠de até 1 trilhão de ienes equivalem a até 4,22% das ações em circulação. A empresa também planeja cancelar 200 milhões de ações.

“A escala da recompra foi um pouco decepcionante para alguns”, disse o analista da ​Macquarie, James Hong, acrescentando que a Toyota detinha 15 trilhões de ienes em caixa líquido e que suas ​ações estavam sendo negociadas abaixo do valor contábil, o que havia criado expectativas de retornos maiores para os acionistas.

A montadora elevou sua meta anual de vendas de veículos em 100 mil unidades, para 9,7 milhões, citando a sólida demanda na América do Norte e ‌na Europa.

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