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“Varejo raiz”: experiência em loja física é debatida em feira de lojistas

Tema foi destaque da Feira Brasileira do Varejo, realizada pelo Sindilojas de Porto Alegre

Gabriela Garcia, da CNN, Porto Alegre
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Em uma realidade hiperconectada, com o contínuo crescimento das vendas on-line e o uso da inteligência artificial, um debate na contramão também ganha força entre lojistas: a experiência do cliente em lojas físicas.

O tema foi destaque nesta quarta-feira (21) na Feira Brasileira do Varejo, realizada pelo Sindilojas de Porto Alegre e pelo Sebrae RS.

“A gente vê uma geração Z fazendo muito uso das rede sociais, mas também circulando em lojas físicas para poder ter o contato com os produtos, e poder levar essa experiência mais para a parte física na hora da compra", pontua Alexandre Peixoto, superintendente do Sindilojas de Porto Alegre.

Dentro desta tema, uma das palestras desta quarta-feira foi “O novo varejo raiz", com Fabiano Zortéa, coordenador estadual de varejo do Sebrae.

Segundo ele, é importante estar conectado com as tendências, mas o varejo não pode deixar de fazer o básico bem feito. Além disso, a integração entre vendas on-line e física precisa ser aperfeiçoada.

“Quando eu estou profissionalmente com frequência boa, com boa narrativa nas redes sociais, eu estou dando motivos para o cliente vir (à loja física). Talvez ele nem considerasse vir até a minha operação e vice-versa. Por vezes, ele veio, provou, gostou, mas ficou com dúvida e vai tirar essa dúvida lá no digital, para converter a venda à distância”, explica Fabiano.

Apesar do foco no "varejo raiz", a discussão de inovações tecnológicas, sobretudo o uso de inteligência artificial no varejo, também pautou os especialistas.

Arthur Igreja, cofundador da plataforma AAA Inovação e autor da obra “Conveniência é o nome do Negócio”, foi um dos destaques do dia com o tema “O Novo Varejo e o Consumidor 4.0: Inovação, Tecnologia e Experiência”.

“A IA começa a se tornar a principal interface para a compra: ao invés das pessoas irem no Google buscar um produto, agora elas estão buscando o uso, a tarefa que elas querem fazer, e pedem ajuda cada vez mais para a IA para comparar produtos, trazer sugestões", diz.

"É uma forma totalmente diferente da jornada de consumo e muitos varejistas ainda precisam aprender mais sobre isso".

A dica para os iniciantes na ferramenta, segundo Zortéa, é começar escrevendo uma lista das razões pelas quais deseja utilizar a inteligência artificial.

“Você pega isso e vai até o fim, exercitando o uso de inteligência artificial para ter a verdade sobre o quanto ela pode contribuir para o seu negócio", resume.

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