Volume de vendas da Renault cresce 3% em 2025, em linha com expectativas

Grupo disse que vendeu 2,34 milhões de veículos no total, com crescimento de apenas 0,5% na ​Europa em comparação ⁠com 11,7% em seus mercados internacionais

da Reuters
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A montadora francesa Renault Group informou nesta terça-feira (20) que seu volume ⁠de vendas aumentou 3,2% em 2025, ‍já que a forte demanda por seus veículos de passageiros, especialmente no exterior, ajudou a compensar uma queda nas vendas de vans na Europa.

O grupo, que vende predominantemente na Europa, disse que vendeu 2,34 milhões de veículos no total, com crescimento de apenas 0,5% na ​Europa em comparação ⁠com 11,7% em seus mercados internacionais, que incluem a Coreia ‌do Sul, Marrocos e América Latina.

Os números não revelaram grandes surpresas, com o final do ano ⁠em linha com as expectativas, afirmaram os analistas da ‌Oddo ‍BHF em nota aos investidores.

O crescimento do setor automobilístico global ‍se recuperou em 2025, embora os fabricantes ainda estejam enfrentando desafios, incluindo o excesso de produção e um ambiente tarifário em constante mudança.

As vendas ⁠na Europa foram prejudicadas por uma queda de 21% no volume de vendas de vans, devido à desaceleração do mercado e ao ajuste da Renault em ‌seu mix de produtos.

Os volumes ​de vendas no segmento de veículos de passageiros aumentaram 5,9%, crescendo mais rapidamente do ⁠que o mercado, graças à forte demanda pelos carros urbanos Clio e Sandero, os modelos mais vendidos.

A Renault conseguiu evitar o impacto das tarifas porque a maior parte de suas vendas internacionais é feita em mercados onde há fabricação local, disse Ivan Segal, diretor global de vendas e operações da marca Renault, a ⁠jornalistas.

"Nosso crescimento é impulsionado pela forte produção e conteúdo local", disse ele, embora tenha acrescentado que a empresa não espera uma recuperação no ⁠mercado europeu em 2026.

As vendas de veículos híbridos e elétricos do grupo cresceram significativamente no ano passado, com um aumento de 35% e 77%, respectivamente, em relação aos 12 meses anteriores.

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