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    No Marrocos, Haddad deve defender desenvolvimento sustentável do Brasil

    Ministro participa de reuniões do FMI, do Banco Mundial e do G20

    Ministro da Fazenda, Fernando Haddad 
    Ministro da Fazenda, Fernando Haddad  28/02/2023REUTERS/Adriano Machado

    Leonardo Ribbeiroda CNN

    Brasília

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, embarca, nesta terça-feira (10), para Marrakech, no Marrocos, onde vai participar das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e do G20.

    Haddad terá encontros bilaterais com ministros da economia da Índia, Indonésia, França e Reino Unido, além de reuniões com representantes de organismos internacionais.

    Segundo fontes do Ministério da Fazenda, o ministro levará uma mensagem que ressalta os três eixos da política externa do terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT): o desenvolvimento sustentável nas esferas social, ambiental e econômica; a revisão das dívidas de países em crise; e a reforma da governança mundial.

    Além das propostas de política externa, ainda de acordo com interlocutores do Ministério da Fazenda, Haddad também deve falar sobre a situação doméstica, como o novo Orçamento, a nova regra fiscal, a reforma tributária e propostas em andamento no Congresso Nacional.

    O foco é dizer que o Brasil está colocando a casa em ordem.

    Ministros de finanças e presidentes de bancos centrais de 189 países são esperados no evento, que deve discutir modelos de financiamento global em meio a um cenário de aumento das tensões geopolíticas, com a crescente disputa comercial entre China e Estados Unidos e as guerras na Ucrânia e em Israel.

    A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que o encontro terá também um foco importante na África e na recuperação da economia global.

    O governo Lula tem defendido a reforma de organismos multilaterais como o Banco Mundial e o FMI. Dentro do governo, há uma visão de que essas entidades exigem contrapartidas aos empréstimos, como privatizações, que atendem aos interesses dos países ricos — seus principais financiadores — e não condizem com a realidade dos emergentes.