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    Novo presidente do Banco Mundial diz que vai melhorar instituição antes de expandir capital

    Ajay Banga disse que esperará para buscar aumento de recursos até que tenha feito progresso ao reorientar empréstimos de desenvolvimento

    Presidente do Banco Mundial, Ajay Banga
    Presidente do Banco Mundial, Ajay Banga Reuters/Jonathan Ernst/File Photo

    Por David Lawder, da Reuters

    O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, quer se concentrar em melhorar o credor de desenvolvimento para que possa ganhar o direito de pressionar os países membros por mais capital, conforme o novo chefe procura expandir seu papel no combate às mudanças climáticas, pandemias e outras crises.

    Banga disse em uma entrevista que esperará para buscar um aumento de capital até que tenha feito progresso ao reorientar os empréstimos de desenvolvimento do banco para projetos mais impactantes, torná-lo mais ágil e aumentar os empréstimos com seu balanço existente.

    “Não quero colocar a carroça na frente dos bois”, disse Banga à Reuters na terça-feira, em sua primeira viagem ao exterior, à Jamaica e ao Peru.

    “Acho que um banco melhor é uma coisa importante” a ser alcançada. “E aí eu ganho o direito de voltar e pedir um banco maior”, disse.

    A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, descartou um aumento de capital em março, mas especialistas em desenvolvimento internacional dizem que as necessidades anuais de financiamento para a transição de energia limpa na casa dos trilhões de dólares exigirão mais capital para o Banco Mundial e forte financiamento do setor privado.

    Banga disse que sua primeira tarefa para melhorar a instituição de 78 anos é conversar com os acionistas sobre uma mudança na declaração de missão do credor para se concentrar na eliminação da pobreza “em um planeta habitável”.

    A missão atual do banco refere-se a acabar com a pobreza extrema dentro de uma geração e promover a prosperidade compartilhada.

    “O que quero dizer com habitável é clima, mas também pandemias, fragilidade e insegurança alimentar”, disse Banga.