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    Operações com criptomoedas batem recorde com mais de 1,6 milhão de declarações em março, diz Receita

    Transações somaram R$ 15,8 bilhões no período

    Em relação ao volume transacionado, a soma dos três primeiros meses do ano foi de R$ 45,8 bilhões -- um crescimento de 17,7% ante o mesmo período do ano passado
    Em relação ao volume transacionado, a soma dos três primeiros meses do ano foi de R$ 45,8 bilhões -- um crescimento de 17,7% ante o mesmo período do ano passado Kanchanara/Unsplash

    Tamara Nassifda CNN

    em São Paulo

    Cerca de 1,6 milhão de pessoas declararam operações com criptomoedas em março deste ano, marcando um novo recorde para a categoria desde que as declarações de transações se tornaram obrigatórias, em agosto de 2019. As informações foram divulgadas pela Receita Federal na última semana.

    Segundo dados da autoridade, foram efetuadas 1.607.430 transações por pessoas físicas e 61.257 por empresas.

    Em relação ao volume transacionado, a soma dos três primeiros meses de 2023 foi de R$ 45,8 bilhões — um crescimento de 17,7% ante o mesmo período do ano passado. Somente em março, o valor chegou a R$ 15,8 bilhões.

    O documento também informou as criptomoedas mais negociadas no país. Do total movimentado, cerca de R$ 37,1 bilhões (81%) foram em tether (USDT), stablecoin atrelada ao dólar, com 516,6 mil operações.

    Em seguida vem o bitcoin (BTC), com R$ 4,1 bilhões. A criptomoeda mais famosa do mundo, porém, segue na liderança em número de operações, com pouco mais de 5,7 milhões.

    O ethereum (ETH) completa o quadro, com movimentação de R$ 891,2 milhões no primeiro trimestre, em 2,2 milhões de transações.

    Exchanges

    As plataformas brasileiras movimentaram R$ 37,2 bilhões no primeiro trimestre do ano, resultado 35,1% maior do que o registrado em 2022. Todas as transações nas corretoras domésticas devem ser informadas à Receita.

    Já as exchanges internacionais, que não possuem domicílio no país, precisam informar somente transações acima de R$ 30 mil. Neste caso, o volume movimentado foi de R$ 2,7 bilhões.

    As transações realizadas sem o intermédio de exchanges — ou seja, quando os usuários fazem transações diretas entre si, também chamadas de P2P (peer to peer) –, somaram R$ 5,9 bilhões, queda de 23,5% na comparação anual.