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    Pagamento do 13º deve injetar R$ 291 bilhões na economia do Brasil, aponta Dieese

    Montante representa aproximadamente 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e será pago aos trabalhadores do mercado formal

    Ao todo, cerca de 87,7 milhões de brasileiros serão beneficiados com rendimento adicional
    Ao todo, cerca de 87,7 milhões de brasileiros serão beneficiados com rendimento adicional Marcello Casal Jr./Agência Brasil

    Diego Mendesda CNN

    São Paulo

    O pagamento do décimo terceiro salário do trabalhador brasileiro deve colocar R$ 291 bilhões na economia do país.

    O levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que este montante representa aproximadamente 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e será pago aos trabalhadores do mercado formal, inclusive aos empregados domésticos.

    Os beneficiários da Previdência Social e aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados e municípios também receberão o benefício.

    Ao todo, cerca de 87,7 milhões de brasileiros serão beneficiados com rendimento adicional. A estimativa média do valor que cada trabalhador receberá, no total, é de R$ 3.057.

    / Arte CNN

    Do total de brasileiros que devem ser beneficiados com o pagamento do décimo terceiro, 53,8 milhões, ou 69,2% do total, são trabalhadores do mercado formal, entre eles, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada, que somam 1,5 milhão, equivalendo a 1,7% do conjunto de beneficiários.

    Os aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS) correspondem a 32,8 milhões, ou 37,5% do total. Além desses, quase 1 milhão de pessoas (ou 1,2% do total) são aposentadas e beneficiárias de pensão da União (Regime Próprio).

    Há ainda um grupo constituído por aposentados e pensionistas dos estados e municípios (regimes próprios) que vai receber o 13º e que não pode ser quantificado.

    Do montante a ser pago com o 13º, cerca de R$ 201,6 bilhões, ou 69% do total, irão para os empregados formais, incluindo os trabalhadores domésticos.

    Outros 31% dos R$ 291 bilhões, ou seja, cerca de R$ 89,8 bilhões, serão pagos aos aposentados e pensionistas.

    Considerando apenas os beneficiários do INSS, 32,8 milhões de pessoas receberão R$ 55,4 bilhões.

    Aos aposentados e pensionistas da União serão destinados R$ 11,2 bilhões (3,8%); aos aposentados e pensionistas dos estados, R$ 17,5 bilhões (6%); e aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municípios, R$ 5,6 bilhões

    Regiões

    A parcela mais expressiva do 13º salário (50%) deve ser paga nos estados do Sudeste, região que, segundo o Dieese, tem a maior capacidade econômica do país e que concentra a maioria dos empregos formais e aposentados e pensionistas.

    No Sul, devem ser pagos 17% do montante e no Nordeste, 15,7%.

    Já às regiões Centro-Oeste e Norte cabem, respectivamente, 8,8% e 5%. Importante registrar que os beneficiários do Regime Próprio da União receberão 4% do montante e podem estar em qualquer região do país.

    Ainda segundo o levantamento, o maior valor médio para o 13º deve ser pago no Distrito Federal (R$ 5.400) e o menor, no Maranhão e Piauí (R$ 2.087 e R$ 2.091, respectivamente).

    Mercado formal

    O estudo levantou ainda uma estimativa setorial para o mercado formal. Os dados mostraM que, para os assalariados formais dos setores público e privado, que correspondem a 52,3 milhões de trabalhadores — excluídos os empregados domésticos — a estimativa é de que R$ 199 bilhões serão pagos a título de 13º salário, até o final do ano.

    A maior parcela do montante deve ser distribuído aos ocupados no setor de serviços (incluindo administração pública), que ficarão com 62,5% do total destinado ao mercado formal.

    Os empregados da indústria receberão 16,1%; os comerciários terão 13,1%; aos que trabalham na construção civil será pago o correspondente a 4,1%, enquanto 4,2% serão recebidos pelos trabalhadores da agropecuária.

    Para o cálculo do pagamento do 13º salário em 2023, realizado pelo Dieese, foram reunidos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego. Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Previdência Social e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

    Veja também: 13º salário: primeira parcela será paga até dia 30 deste mês