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    Para mercado, Tarcísio e Bolsonaro serão principais nomes da oposição a Lula em 2026, diz Quaest

    Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), também mostra que, para maioria dos analistas e gestores de investimentos, eleição de 2026 deve continuar polarizada entre nomes ligados a Lula e Bolsonaro

    O ex-ministro Tarcísio de Freitas e o ex-presidente Bolsonaro, durante evento em 2020
    O ex-ministro Tarcísio de Freitas e o ex-presidente Bolsonaro, durante evento em 2020 Foto: Alan Santos/PR (11.set.2020)

    Juliana Eliasda CNN

    em São Paulo

    Para 48% dos economistas e gestores do mercado financeiro, o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deve se consolidar como o principal líder da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com a pesquisa “O que pensa o mercado financeiro”, da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10).

    O ex-ministro da Infraestrutura vem logo à frente do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é o principal nome da oposição ao atual governo para 34% dos entrevistados.

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e o senador e filho do ex-presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foram sinalizados por 7% e 2%, respectivamente.

    Para 10%, nenhum dos quatro nomes será a principal liderança da oposição a Lula.

    A pesquisa também questionou quem Bolsonaro deveria indicar como candidato, caso ele próprio não possa se candidatar.

    Na primeira colocação, Tarcísio de Freitas foi a opção de 66% dos agentes econômicos, seguido por Romeu Zema, com 25% das indicações.

    Flávio Bolsonaro recebeu 3% das menções e, Michele Bolsonaro, 1%. As opções “outros nomes”, “nenhum desses”  e os que não sabem ou não responderam somaram 4%;

    Os números contrastam com as resultados da opinião pública em geral, que, de acordo com pesquisa feita em abril pelo mesmo grupo, conferiram 21% das respostas para Tarcísio e 10% para Zema. Nesta edição, 25% responderam que deveria ser outro nome ou nenhum desses, e 23% não responderam.

    A maioria dos agentes do mercado financeiro não acredita que, em 2026, na próxima eleição presencial, será possível ter uma campanha sem a polarização que marcou a corrida do ano passado, em que, com concorrentes esvaziados, teve o segundo turno disputado por Lula e Bolsonaro.

    Para 55% deles, não haverá, até lá, um candidato viável que não esteja ligado a um dos dois ex-presidentes, como queria, no ano passado, o que foi chamado de terceira via, por exemplo.

    Para os demais 45% será possível ter um terceiro candidato viável até lá.

    O levantamento foi feito entre 4 e 8 de maio e entrevistou 92 representantes de fundos de investimento de São Paulo e Rio de Janeiro, entre economistas, gestores, analistas e tomadores de decisão.