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    Planos de saúde ganharam 300 mil usuários em junho, revela ANS

    Modalidade coletivo empresarial tem sustentado o aumento de participação do segmento

    Aumento no número de usuários equivale a 0,5%, diz ANS
    Aumento no número de usuários equivale a 0,5%, diz ANS Foto: Agência Brasil

    Stéfano Sallesda CNN

    No Rio de Janeiro

    O número de usuários de planos de saúde aumentou 0,5% em junho, em relação a maio deste ano. Os números são do Boletim Covid-19, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A publicação do órgão regulatório aponta que o país tem, até o momento, cerca de 49,8 milhões de beneficiários. A diferença é de cerca de 300 mil pessoas a mais em relação à edição do mês anterior.

    O aumento tem sido sustentado, desde julho de 2020, pela categoria coletivo empresarial, que é a que mais tem apresentado saldo positivo, em relação à diferença entre entradas e saídas de beneficiários.

    A evolução está associada à queda da taxa de desemprego, uma vez que essa categoria está associada ao aquecimento do mercado de trabalho. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada no último dia 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego caiu para 9,8% no trimestre encerrado em maio.

    Desde março de 2020, os planos de saúde para beneficiários acima de 59 anos apresentaram alta em todas as modalidades de contratação: coletivo empresarial, coletivo por adesão e individual ou familiar.
    No período, a taxa de ocupação de leitos de Covid-19, de enfermaria e terapia intensiva, passou de 38,3%, em maio, para 49,2%, em junho. Houve, no entanto, leve aumento de leitos destinados para essa finalidade nos hospitais.

    Os dados da publicação foram coletados pela ANS, por meio de requisições de informação feitas junto a 49 operadoras de planos de saúde com rede hospitalar própria.

    A ocupação geral de leitos, dado que envolve as internações por Covid-19 e demais doenças, passou de 80,4% em maio para 78,9% em junho.

    Em meio ao arrefecimento dos indicadores da epidemia, produto da campanha de vacinação, a busca por testes de detecção de Covid-19 está em queda. Na comparação com março de 2021, a demanda por RT-PCR recuou 83,1%, enquanto a de testes de antígeno caiu 60,5%.

    A publicação aponta ainda que o índice de inadimplência do setor se manteve estável. Era de 10% em maio, para planos individuais, e fechou junho em 9%. Na modalidade coletiva, o nível se manteve em 5%.