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    Prates diz que Lula jamais pressionou Petrobras para alterar preço dos combustíveis

    Segundo o presidente da Petrobras, os encontros e telefonemas com Lula são marcados por consultas sobre o mercado em geral, mas sem envolvimento na política de preços da companhia

    Jean Paul Prates, CEO da Petrobras
    Jean Paul Prates, CEO da Petrobras 2/03/2023REUTERS/Pilar Olivares

    Cleber Rodriguesda CNN

    Rio de Janeiro

    O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, negou nesta sexta-feira (24) que sofra pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para alterar o preço dos combustíveis no Brasil.

    Segundo o presidente da Petrobras, os encontros e telefonemas com Lula são marcados por consultas sobre o mercado em geral, mas sem envolvimento na política de preços da companhia.

    “Pressão você recebe de todo mundo, inclusive do cidadão, que tem o direito de reclamar e achar que o preço está caro ou está barato. Mas pressão de governo, do presidente dizer ‘olha, baixa o preço ou sobe o preço’ jamais houve”, afirmou.

    “O presidente é consciente desse papel. Claro que ele comenta comigo, como qualquer cidadão, as circunstâncias de cada área, mas chegar para mim e pedir para descer o preço, em hipótese alguma isso aconteceu”.

    Sobre a promessa em sua gestão de reduzir a dependência do Preço de Paridade de Importação (PPI), o presidente da estatal avalia que o objetivo foi concluído antes de completar o primeiro ano do governo Lula, o que trouxe mais competitividade e segurança econômica para o mercado interno.

    “O preço do barril não é mais a única variável que a gente observa. Além disso, nós não estamos mais na ditadura do PPI. O que também não quer dizer que a gente diminuiria o preço todos os anos. O que foi compromissado foi ‘abrasileirar’ os preços, e isso nós fizemos. Nós trouxemos para a política de preços da Petrobras os fatores nacionais”, disse Prates.

    Nesta sexta-feira, no Rio, a Petrobras apresentou à imprensa o Plano Estratégico 2024-2028, que prevê investimento de US$ 102 bilhões, correspondendo a cerca de R$ 500 bilhões no câmbio anual, nos próximos cinco anos, o maior volume de investimentos feito por uma empresa brasileira.

    A Petrobras destinará até US$ 11,5 bilhões (R$ 56,3 bilhões) para projetos de baixo carbono nos próximos cinco anos, ou 11% do investimento total da companhia, considerando os investimentos transversais nos diversos segmentos de negócio. Do montante, US$ 5,5 bilhões (R$ 26,9 bilhões) serão para energias eólicas e solar.

    “O plano assegura o presente e lança bases para o futuro da companhia. Nós vamos fazer transição energética de forma gradual, responsável, mas crescente. Investindo em novas energias sem abrir mão de uma hora para outra do petróleo. A Petrobras será uma empresa de energia nacional”, projetou o presidente da companhia.

    Veja também: Governo vê Custo Brasil em R$ 1,7 tri e mira projetos para reduzi-lo