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    Presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias defende redução de taxa de juros pelo BC

    Comitê de Política Monetária (Copom) inicia nesta terça-feira (20) a reunião para definir Selic. Resultado sai na quarta-feira (21)

    Mathias Broteroda CNN

    São Paulo

    No dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia a quarta reunião do ano para definir a taxa Selic, o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, saiu em defesa da redução dos juros no país.

    “É fundamental que a gente, nesta reunião do Copom, já inicie a redução da taxa de juros no Brasil. Para todos os segmentos. Inclusive vai afetar o segmento de incorporação bastante”, disse à CNN, após seu discurso no 4º Fórum de Inovação e Liderança da Incorporação (FILI 2023), realizado em São Paulo, nesta terça-feira (20).

    A redução do déficit habitacional depende da redução da taxa de juros, segundo o presidente da Abrainc.

    “Se você não tem a taxa adequada, não há capacidade de compra, as pessoas compram imóvel e utilizam financiamento bancário. Não é diferente para nós no Brasil, por isso a taxa de juros é fundamental”.

    O presidente da associação explicou que o setor da incorporação imobiliária fica mais aquecido, com taxas de juros menores “Quando você tem taxa abaixo de dois dígitos, você vê um grande volume de pessoas querendo comprar imóveis. Quando a taxa tá acima do que está hoje, mesmo que a taxa para o comprador do imóvel seja mais baixa do que a Taxa Selic, porque nós usamos recursos oriundos da caderneta de poupança, mas mesmo assim, ela está a níveis acima de dois dígitos”.

    O Fórum de Inovação e Liderança da Incorporação tem como objetivo promover debates, além de disseminar conhecimentos por meio de pesquisas e estudos inéditos a respeito do mercado imobiliário. O FILI 2023 conta com diferentes painéis sobre tendências, inovações e soluções que trazem mais produtividade e eficiência para o setor.

    Fiesp

    A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) divulgou, nesta terça-feira (20), um comunicado de apoio à redução da taxa de juros. “Este é um momento crucial para a autoridade monetária decidir pelo início do ciclo de baixa da taxa de referência, dando fôlego à economia. Nada justifica o Brasil seguir com o título de campeão mundial de juros reais”.

    O posicionamento da Fiesp traça um panorama sobre os impactos de juros nos diferentes setores da economia. “Embora o desempenho do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre tenha sido uma boa surpresa, a concentração desse resultado em um único segmento, a agropecuária, distorce a compreensão da situação da economia. O setor de serviços teve atuação fraca, a construção civil recuou pelo segundo trimestre, a taxa de investimento caiu. A indústria de transformação amargou a terceira retração seguida — a sétima nos últimos dez trimestres”.

    A nota, assinada pelo presidente da Fiesp, Josué Christiano Gomas da Silva diz ainda que “Juros altos despropositados empobrecem o país. Famílias e empresas estão endividadas e o crédito está caro e escasso. Esse ambiente hostil compromete o futuro do Brasil”.

    Selic

    Especialistas ouvidos pela CNN acreditam que antes de uma eventual redução, o Banco Central deve fazer um comunicado de intenção do corte da taxa.

    Uma projeção da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) indica que o BC deve manter a taxa Selic em 13,75% ao ano na próxima reunião. E que o afrouxamento da política monetária pode acontecer a partir da reunião do mês de agosto.