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    Presidente do Fed não descarta possibilidade de mais aumentos nas taxas de juros

    Jerome Powell fez declaração cuidadosa após a decisão do banco central dos EUA de manter a taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,5% ao ano

    Dirigente do Federal Reserve disse aos jornalistas que os próximos dados econômicos devem informar as próximas decisões do banco central
    Dirigente do Federal Reserve disse aos jornalistas que os próximos dados econômicos devem informar as próximas decisões do banco central 26/07/2023REUTERS/Elizabeth Frantz

    Do CNN Business

    Em entrevista coletiva após a reunião de política monetária dos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, teve o cuidado para não dar a impressão de que a instituição já encerrou o seu ciclo de aumentos nas taxas de juros.

    “Estamos preparados para aumentar ainda mais as taxas, se for apropriado”, afirmou Powell nesta quarta-feira (20).

    A reunião Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) decidiu por manter a taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,5% ao ano.

    Logo em seguida, Jerome Powell completou a sua fala, dizendo que “o facto de termos decidido manter a taxa de juro nesta reunião não significa que tenhamos decidido se atingimos ou não, neste momento, a posição de política monetária que procuramos. ”

    O dirigente do Federal Reserve disse aos jornalistas que os próximos dados econômicos devem informar as próximas decisões do banco central, assim como o fato da inflação ainda permanecer acima da meta de 2% do Fed.

    De qualquer forma, Powell afirmou que um ou mais aumentos nas taxas neste ano não quebraria a economia norte-americana.

    “Eu não atribuiria grande importância a um aumento em termos macroeconómicos”, disse o presidente do Fed.

    “No entanto, precisamos chegar a um ponto em que estejamos confiantes de que temos uma decisão que reduzirá a inflação para 2% ao longo do tempo”, completou.

    Risco de paralisação do governo

    O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que uma iminente paralisação do governo poderia não apenas servir como um obstáculo econômico, mas também limitar a capacidade do Federal Reserve de obter dados importantes.

    No entanto, Powell não aprofundou sobre o assunto e nem confirmou a possibilidade da pausa acontecer. “Não comentamos sobre paralisações governamentais”, disse.

    “É possível, se houver uma paralisação do governo e durar até a próxima reunião [que termina em 1º de novembro], é possível que não obtenhamos alguns dos dados que normalmente obteríamos, e teríamos que lidar com isso”, afirmou.

    No início da conferência de imprensa desta quarta-feira, Powell reconheceu uma potencial paralisação como parte de uma “longa lista” de fatores que poderiam afetar a política monetária do Fed e a economia norte-americana.

    “São as greves, é a paralisação do governo, a retomada dos pagamentos de empréstimos estudantis, as taxas de longo prazo mais altas, o choque no preço do petróleo”, disse Powell. “Há muitas coisas que você pode observar. Então, o que tentamos fazer é avaliar todas elas e combater todas elas.”

    “Porém, há muita incerteza em torno dessas questões”, acrescentou.

    Veja também: Dólar recua com expectativa de decisões dos juros no Brasil e nos EUA

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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