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    Programa de Milei não explica como dolarizar economia da Argentina, que não tem reservas da moeda dos EUA

    Candidato a presidente da Argentina parece tentar fazer uma limonada sem limões

    Milei quer dolarizar a economia da Argentina, que não tem reservas na moeda americana
    Milei quer dolarizar a economia da Argentina, que não tem reservas na moeda americana REUTERS/Agustin Marcarian

    Fernando Nakagawada CNN

    Buenos Aires (Argentina)

    Javier Milei planeja dolarizar a economia argentina para acabar com a inflação. Heterodoxa, a promessa é uma das principais bandeiras do economista de 53 anos.

    A intenção, porém, carece de detalhes. Essa é uma crítica ouvida entre muitos economistas, inclusive alguns ligados ao próprio candidato.

    O ultraliberal não explicou durante toda a campanha de onde viriam os dólares necessários para dolarizar a segunda maior economia da América do Sul. A Argentina não tem reservas na moeda norte-americana, e esse é um dos vários problemas do país.

    Sem dólares, Milei parece tentar fazer uma limonada sem limões.

    Outro grande símbolo da campanha “mileista” é a motosserra. A ferramenta tenta mimetizar o grande desejo do candidato de cortar drasticamente os gastos públicos. Em um país cujo governo cerca de 40% do Produto Interno Bruto, reduzir despesas é desejável. Milei fala em passar a motosserra em quase um terço de todos os gastos.

    A potência da motoserra, porém, parece que está diminuindo. No segundo turno, o tom do candidato ficou mais comedido. O candidato ainda ataca subsídios oferecidos pelo governo argentino, mas diz que qualquer movimento será gradual. Não haverá aumento drástico na conta de luz ou nos combustíveis, avisou.

    Milei mostra motosserra em ato de campanha em Buenos Aires / 25/09/2023 REUTERS/Cristina Sill

    Diante de uma grande campanha de medo do governista Sergio Massa, também passou a relativizar os planos de reduzir o tamanho do Estado. Diz que não vai privatizar a educação, não vai privatizar a saúde, não vai demitir servidores públicos.

    A troca de tom parece fazer sentido do ponto de vista político. Eleitores mais radicais – que o colocaram no segundo lugar do primeiro turno – não migrariam para Massa na votação do domingo.

    Agora, resta entender se, em caso de vitória, Milei sabe como executar tudo isso.

    VÍDEO – Análise: As principais diferenças entre Massa e Milei

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