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    Quem é Jean Paul Prates, ex-senador do PT que irá presidir a Petrobras

    Indicado de Lula tem 30 anos de experiência no setor de energia. Conselho de administração da companhia aprovou seu nome nesta quinta-feira (26)

    Jean Paul Prates: senador petista tem 30 anos de atuação no mercado de energia
    Jean Paul Prates: senador petista tem 30 anos de atuação no mercado de energia Roque de Sá/Agência Senado

    Juliana Eliasda CNN*

    em São Paulo

    O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta quinta-feira (26), a indicação do agora ex-senador petista Jean Paul Prates, de 54 anos, para a presidência da estatal.

    Prates, que foi escolhido e anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda no fim de dezembro, tem 30 anos de experiência no mercado de petróleo e energia, além de atuar nas áreas de energias sustentáveis e transição energética.

    Ele foi integrante, no ano passado, da equipe de transição de Lula para Minas e Energia.

    Prates entrou para a política, no Congresso, em 2014, quando foi eleito como primeiro suplente da senadora Fátima Bezerra (PT-RN).

    Passou a ocupar a cadeira de Fátima como senador em 2019, após ela ser eleita e, em 2022, reeleita governadora do Rio Grande do Norte.

    Para poder ocupar a nova função à frente da Petrobras, ele renunciou ao mandato de senador uma semana antes de seu término.

    Prates é advogado e economista, com mestrados nas áreas de energia e gestão ambiental pela Universidade da Pennsylvania (nos Estados Unidos) e pelo Instituto Francês do Petróleo, de acordo com informações de sua página oficial na internet.

    Integrou a assessoria jurídica da Petrobras Internacional (Braspetro), no final da década de 1980 e, nos anos de 1990, fundou a própria consultoria para a área de petróleo.

    Prestou consultorias para o governo do Rio Grande do Norte e, entre 2008 e 2010, comandou a Secretaria de Energia do estado.

    Atualmente, seguia como dono de ao menos duas empresas na área – o que, pela Lei das Estatais, seria um impeditivo para assumir como presidente da gigante brasileira do petróleo. Para comandar a companhia, deve se desligar de seus negócios na área.

    Em sua atuação no Senado, foi autor da lei que regulamenta a captura e o armazenamento de carbono, relator do Marco Legal das Ferrovias, das novas leis sobre a produção de biogás em aterros sanitários e da nova lei de mobilidade urbana sustentável.

    Foi também relator de dois projetos de lei com o objetivo de intervir no preço dos combustíveis e que alteram a tributação do setor. Os dois textos estão parados na Câmara dos Deputados.

    Prates defendeu que a Petrobras eleve seus investimentos em renováveis, em linha com outras petroleiras globais, e também na área de refino – que vinha sendo vendida pela Petrobras e já teve o monopólio da estatal contestado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

    O senador já se posicionou contrário à privatização da empresa e também já defendeu ser alçada do governo a atual política de preços da Petrobras, que atualmente acompanha as cotações internacionais para definir seus preços domésticos.

    “Quem define política de preço de qualquer coisa no país, se vai intervir ou não, se vai ser livre ou não, se vai ser internacional ou não, é o governo”, afirmou Jean Paul após uma das primeiras reuniões do grupo técnico, no fim de novembro.

    Por outro lado, também já disse, no início de janeiro, que não haveria intervenção nos preços na companhia.

    *Com informações de Fernanda Pinotti e Emanuelle Leones, da CNN, e Reuters