Secretário do MMA: Desmatamento menor é diferencial para destravar acordos

Ao CNN Talks, João Paulo Capobianco fala em “esforço muito grande” do governo para combater atividade ilegal no país

João Nakamura, da CNN, São Paulo
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Questionado se a redução do desmatamento no país é um diferencial para o Brasil destravar a negociação de acordos comerciais, João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, foi assertivo: “Com certeza”.

Integrante da pasta chefiada por Marina Silva, Capobianco ressaltou, ao CNN Talks, como o desmatamento ilegal é uma das principais oposições dos potenciais parceiros comerciais do Brasil, sobretudo no caso da União Europeia.

Capobianco afirmou que o governo tem tido um “esforço muito grande para combater o desmatamento ilegal”, e explicou como este é um processo que passa por estímulos, além do desenvolvimento de mecanismos ilegais.

A dificuldade que destaca, porém, é a de mostrar o que é feito no Brasil para o mundo.

Desde 2023, o secretário indica que o país reduziu em quase 50% todo o desmatamento do pais, na Amazônia e no Cerrado particularmente.

O CNN Talks - Potência Verde reuniu nesta segunda-feira (8), em São Paulo, especialistas e autoridades para debater agricultura regenerativa, bionergia e clima antes da COP30, a Cúpula do Clima da ONU, que acontecerá em novembro, em Belém, capital do Pará.

O evento marca, também, a estreia oficial da série "Rota Bioceânica", apresentada pelo analista da CNN Brasil Caio Junqueira. O corredor bioceânico é uma alternativa ao Porto de Santos e vai integrar quatro países da América do Sul, entre eles, o Brasil.

Estimativas apontam que a rota deve reduzir em 17 dias o transporte de mercadorias que saem do Brasil para a Ásia, e em 30% o valor do frete em relação ao que se gasta para escoar os produtos pelo Oceano Atlântico, via Porto de Santos

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