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    Setor empresarial vai participar do encontro dos líderes dos cinco países do grupo, que acontece na África do Sul na semana que vem

    Delegação, que reunirá cerca de 30 empresários brasileiros, vai ser chefiada pelo presidente eleito da Confederação Nacional da Indústria

    Américo Martinsda CNN

    Londres

    Um grupo de empresários brasileiros vai levar uma lista com dez demandas para a Cúpula de Líderes dos Brics, que acontece em Johannesburgo, na África do Sul, de 22 a 24 de agosto.

    Os empresários vão participar do Brics Business Fórum, que acontece em paralelo ao encontro de chefes de governo dos cinco países membros do grupo (Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul).

    Além disso, eles terão encontros e reuniões com os próprios líderes dos países, com representantes do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, também chamado de Banco dos Brics) e do Brics Business Council.

    A delegação, que reunirá cerca de 30 empresários brasileiros, vai ser chefiada pelo presidente eleito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, que assume o cargo em 31 de outubro.

    A entidade elencou demandas de vários setores para as discussões, entre eles transporte aéreo, portos, produção de fertilizantes inteligentes, desenvolvimento de mais energia limpa e investimentos em infraestrutura.

    Estas são as demandas, na íntegra:

    • Estabelecimento de acordo multilateral de serviços aéreos, considerando que os acordos bilaterais que já existem são restritivos para o transporte aéreo;
    • Colaboração para o desenvolvimento de fertilizantes inteligentes, biofertilizantes e fertilizantes minerais, e de padrões para certificação de fertilizantes ecoeficientes;
    • Desenvolvimento de padrões para 50 qualificações futuras, permitindo unificar critérios para competições internacionais e programas de treinamento entre os países;
    • Criação de um fundo para financiar projetos de energia limpa pelo NDB;
    • Cooperação para o desenvolvimento de infraestrutura digital para aumentar a conectividade;
    • Desenvolvimento de programas de competências digitais para meninas e mulheres;
    • Elaboração de carteira de projetos prioritários de infraestrutura no grupo para aumentar a visibilidade de financiamento;
    • Desenvolvimento de rotas comerciais com investimentos em portos de pequeno porte, ferrovias e transporte marítimo de curta distância, para diminuir a pegada de carbono;
    • Criação de plataforma de colaboração entre governo, setor privado e academia para buscar soluções para novos problemas de infraestrutura;
    • Harmonização de padrões de regulação para produtos manufaturados, para facilitar a incorporação nas cadeias de valor.

    Alban diz que a participação dos empresários brasileiros no encontro dos Brics é relevante porque “o país reúne grandes condições para atrair cada vez mais investimentos internacionais”.

    E é isto que os empresários brasileiros pretendem buscar na África do Sul.