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    Setores da cadeia de construção vão investir R$ 2,7 tri até 2030, diz associação

    Estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias indica aposta em novas tecnologias e parcerias em ramo que, só em 2021, teve 3,7 milhões de empregos e R$ 2,3 tri em receitas

    Jairo Nascimentoda CNN

    São Paulo

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    A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e a Deloitte divulgaram o estudo “Produtividade e Oportunidades para a Cadeia da Construção Civil” nesta quinta-feira (8). Até 2030, os setores da cadeia de construção vão investir R$2,7 trilhões, gerar mais empregos e investir em tecnologia para otimizar processos.

    A previsão é de que os três setores da cadeia de construção realizem ao todo investimentos de R$ 2,7 trilhões no período de 2021 a 2030 – o correspondente a US$ 530 bilhões, considerando a projeção para o dólar neste período.

    O estudo foi feito com 144 empresas e entidades mais dados do IBGE. “A troca de informações e o diálogo com todos os elos que envolvem o setor são o caminho para aumentar a competitividade”, diz Luiz França, presidente da Abrainc.

    Em 2021, o estudo apurou a existência de 23 mil empresas na cadeia de construção que geram R$2,3 trilhões de receitas líquidas. O setor paga R$443 bilhões em impostos e gera mais de 3,7 milhões de empregos.

    A cadeia é composta por obras de engenharia e infraestrutura, construção de edifícios, serviços de engenharia e infraestrutura, fornecedores de insumos e indústria de base.

    O ramo aposta nas startups para se incorporar a um ecossistema mais tecnológico para otimizar gastos e produtividade. Esta base prevê aumentar os investimentos em tecnologia em até 10% entre 2022 e 2023.

    Eles são voltados para treinamentos e investimentos em áreas relacionadas a projetos, incluindo as funções de desenvolvimento, gestão de cronograma, orçamento e planejamento. A expectativa é ganhar até 72% em eficiência com incorporação de novas tecnologias.

    A cadeia de construção soma mais de R$300 bilhões em gastos com pessoal, sendo 44% em salários.

    Houve aumento da escolaridade dos trabalhadores da construção civil entre 2007 e 2020. Os índices médios de analfabetismo ou formação básica caíram e aumentaram os de ensino médio e superior completos.

    Para a pesquisa, existem vários desafios a serem superados com a necessidade de melhorias na integração na cadeia, uso de tecnologia, escassez de fornecedores, mão de obra, prazos de fornecimento e gestão.

    A imprevisibilidade de custos é o principal desafio enfrentado pelas empresas dos setores de Construção e incorporação e de Serviços relacionados com 79% das queixas, além da eficiência da mão de obra e aumento dos custos.

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