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    “Somente reforma tributária pode incrementar PIB do Brasil em 1% ao ano”, diz Haddad

    Ministro destacou ainda que a reforma do IR é imprescindível para que o governo federal se aproxime das metas propostas pelo novo marco fiscal

    Fernando Haddad, ministro da Fazenda
    Fernando Haddad, ministro da Fazenda Diogo Zacarias/MF

    Danilo Moliternoda CNN

    São Paulo

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (10) que a reforma tributária pode trazer incremento anual de 1% ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

    “Só com a reforma tributária, o impacto é entre 0,5% e 1% ao ano de crescimento de PIB. Ou seja, se a economia brasileira ia crescer 2%, ela pode crescer de 2,5% a 3% só com os efeitos benéficos da reforma tributária”, disse em entrevista ao g1.

    Ainda de acordo com Haddad, o governo enviará a segunda fase da reforma tributária, que vai propor mudanças no Imposto de Renda (IR), ao Congresso Nacional junto da Lei Orçamentária Anual (LOA) — que deve ser encaminhada até 31 de agosto.

    O petista destacou ainda que a reforma do IR é imprescindível para que o governo federal se aproxime das metas propostas pelo novo marco fiscal.

    “No Senado, o orçamento vai andar junto com a segunda fase [da reforma]. Até porque para eu garantir as metas do marco fiscal, vou precisar que o Congresso aprecie essa segunda etapa junto com a peça orçamentária”, disse.

    “A peça orçamentária terá como pressuposto a aprovação dessas medidas, caso contrário terá de haver restrições da LOA”, completou.

    O ministro afirmou ainda acreditar que o déficit fiscal pode ser zerado em 2024 — como prevê o marco fiscal.

    Para Haddad, a harmonização entre os poderes, com o Judiciário e o Congresso atuando de maneira célere por matérias relevantes para o governo, pode encaminhar o atingimento dessas metas.

    Transição ecológica

    Durante a entrevista, o petista deu detalhes sobre o Plano de transição ecológica que apresentou ao presidente Lula na última semana. “Imagino que essa possa ser a grande marca de seu terceiro mandato”, disse Haddad.

    A reunião, que durou mais de duas horas, teve portas fechadas e contou com apenas dois técnicos. Segundo o ministro, foram apresentadas possibilidades de ações que gerariam emprego e renda e contribuiriam com a transição.

    Haddad afirmou que mais de 100 ações foram apresentadas, para se desdobrarem dentro dos próximos quatro anos. Ele destacou que a maior parte dessas iniciativas terá origem no setor privado.

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