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    Subsídios para combustíveis fósseis atingem recorde de US$ 7 trilhões em meio a luta contra mudanças climáticas

    Cifra cresceu US$ 2 trilhões nos últimos dois anos em meio a enfrentamento da crise energética na Europa

    Subsídios custaram 7,1% do PIB global, aponta FMI
    Subsídios custaram 7,1% do PIB global, aponta FMI Alexandros Maragos (Getty Images)

    Natália Coelho, do Estadão Conteúdo

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) destaca que os subsídios aos combustíveis fósseis atingiram um recorde de US$ 7 trilhões (R$ 34,17 trilhões) em 2022, um aumento de US$ 2 trilhões (R$ 9,76 trilhões) nos dois anos anteriores.

    O consumo de fontes que emitem os gases do efeito estufo cresceu em um momento de luta para restringir o aquecimento global a 1,5 ºC e enquanto países sofrem com “calor extremo”.

    Segundo um relatório publicado no site do FMI, os subsídios custaram 7,1% do Produto Interno Bruto (PIB) global e cresceram no momento em que a Europa forneceu auxílios para empresas e cidadãos enfrentarem a crise energética.

    “Estimamos que a eliminação dos subsídios explícitos e implícitos aos combustíveis fósseis aumentaria as receitas dos governos em US$ 4,4 trilhões (US$ 21,48 trilhões) e colocaria as emissões no caminho certo para atingir as metas de aquecimento global”, avalia o texto, assinado por Simon Black e Nate Vernon, economistas da Divisão de Política Climática do Departamento de Assuntos Fiscais do FMI.

    Entretanto, os economistas reconhecem que, para a remoção dos subsídios, os governos devem “conceber, comunicar e implementar reformas de forma clara e cuidadosa”, de forma que parte da ampliação das receitas poderia ser usada para benefícios fiscais sobre trabalho e investimento para energia limpa.

    Veja também: Argentina congela preços dos combustíveis até outubro