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    Taxa de juros no patamar atual prejudica toda indústria, diz presidente da Fiemg

    Em entrevista à CNN, Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, afirmou que o atual patamar da taxa de juros, em 13,75% a.a., prejudica toda a economia brasileira

    Tamara NassifVinícius Tadeuda CNN

    em São Paulo

    Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (1.º), Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), afirmou que o atual patamar da taxa de juros, em 13,75% a.a., prejudica toda a economia brasileira — inclusive a indústria.

    “Quando a taxa fica muito acima da inflação, como é o caso nesse momento, se tem um grande impacto sobre a economia, que é a retração para reduzir a inflação”, explica ele.

    “O BC já conseguiu o desejado de trazer a inflação mais para baixo. A taxa de juros mais alta vem ferindo a economia e vai trazer uma dinâmica de crescimento muito inferior, podemos falar até em retração, e isso se sente não só na indústria e na indústria mineira, mas em toda a economia brasileira.”

    O presidente da Fiemg ainda comentou sobre uma “necessidade de revisão da meta de inflação”, que, segundo ele, foi imposta pelo Banco Central (BC) durante “uma perspectiva mundial diferente”.

    “O problema do BC é ter só um mandado de controle da inflação. Na nossa visão, ele deveria ter também um olhar para emprego e desenvolvimento econômico, como é o caso dos EUA. Olhar apenas a inflação é um complicador, porque as metas inflacionárias foram estabelecidas há anos, enquanto as perspectivas mundiais eram diferentes”, afirmou.

    “Houve um surto inflacionário pós-Covid no mundo todo, e, como a meta do BC é muito baixa, a taxa de juros tem de ser muito alta para que convirja a essa meta do passado. O BC deveria rever as metas inflacionárias e, com isso, acomodar a política monetária e fazer uma revisão de metas inflacionárias dentro do patamar.”

    Roscoe também comentou que a Fiemg entende que “já há espaço” para redução da taxa de juros por causa da dinâmica inflacionária.

    Confira a entrevista na íntegra no vídeo acima.