Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Veja 10 dicas para acertar na compra do carro usado

    Com o preço dos carros zero nas alturas, um seminovo ou usado surge como opção, mas fique atento para não cair em roubadas

    Documentos, anúncios e troca de peças devem estar no radar dos investidores
    Documentos, anúncios e troca de peças devem estar no radar dos investidores Reuters/Lucy Nicholson - 28.mar.2018

    Thiago Morenocolaboração para o CNN Brasil Business

    em São Paulo

    Com os preços dos carros novos disparando no Brasil nos últimos anos, já é preciso separar ao menos R$ 60 mil para comprar até mesmo os modelos mais básicos oferecidos no país. Assim, mais pessoas têm recorrido aos modelos seminovos ou usados que, além de mais baratos, não demandam longas filas de espera para a entrega.

    No entanto, comprar um carro de segunda mão exige bastante atenção.

    Veja algumas dicas para ficar esperto na hora de comprar um carro usado.

    1) Escolha o carro que você quer e não tenha pressa

    Quando você está buscando um novo carro, é fácil sucumbir à ansiedade e comprar o primeiro veículo que cabe no orçamento. Tenha paciência.

    Primeiro, determine quais necessidades que este novo carro precisará atender. Tem que ser quatro portas, automático, ter controle de estabilidade? Tudo isso tem que ser definido antes.

    Com isso definido, pesquise em sites especializados os veículos que atendem suas necessidades e cabem no orçamento. Uma vez filtrados os possíveis candidatos, busque fóruns de proprietários, que podem estar na internet ou em redes sociais. Além de te ajudarem a entender os possíveis problemas crônicos do carro que você escolheu, tais lugares geralmente possuem carros à venda também.

    Em resumo, antes de sair negociando, saiba exatamente qual carro você quer e quanto quer gastar. Lembre também de não ter pressa e não comprar o primeiro que você viu, olhe quantos modelos forem necessários até achar um do jeito que você quer.

    2) Fuja da tentação

    É muito comum chegar à conclusão de que, pelo preço de um carro básico 0 km hoje, você poderia estar andando em um carro de luxo usado ou até seminovo. No entanto, não é bem assim. Um carro que era caro quando novo pode até ter desvalorizado a ponto de ser uma barganha, mas lembre-se que ele sempre terá uma manutenção de carro de luxo, ou seja, mais cara.

    3) Cuidado com os anúncios

    É fácil achar anúncios de carros à venda, mas infelizmente há quem aplique golpes. Desconfie de anúncios sem fotos ou com fotos iguais a de outros anúncios. Veículos que não tenham uma descrição mais completa ou que não falam sobre o veículo também são motivos de suspeita.

    Fique atento também aos carros anunciados por valores muito abaixo do mercado. Em um cenário de demanda maior que oferta, são raros os casos em que isso acontece. Por último, em hipótese alguma pague qualquer quantia adiantada antes de ver o veículo de fato e conferir o seu estado.

    4) Pesquise também fora de sua cidade

    A maior parte da frota nacional está concentrada nas grandes capitais, só que nelas também reside a maior demanda. Dessa forma, os preços nos grandes centros costumam ser maiores. Amplie sua busca também para cidades vizinhas.

    Além de mais opções, você também pode encontrar preços mais em conta para o seu próximo carro.

    5) Encontro só em local público

    Achou o carro? Fale com o anunciante para combinar de ver o carro ao vivo. Nesse caso, evite riscos. Você não conhece o vendedor e vice-versa.

    Combine o encontro em local público, como estacionamentos de mercados ou shoppings, para poder vistoriar o veículo em segurança.

    6) Fique de olho na lata

    Com o carro em vista, olhe o estado geral de conservação. Desconfie de peças trocadas, como um farol mais novo que outro, diferença de tom na pintura ou peças desalinhadas, por exemplo. Isso pode ser sinal de acidente prévio. Sob o capô, confira se há peças obviamente mais novas que o restante. Na traseira, levante o tapete do porta-malas e procure sinais de infiltração de água ou de algum conserto também.

    7) Procure coisas que não fazem sentido

    Infelizmente também é comum se deparar com carros que tiveram a quilometragem adulterada. Nesse caso busque incongruências. Por exemplo, um carro com quilometragem baixa não deve ter um volante descascado, bancos rasgados ou acabamentos quebrados.

    Se o carro mostrar sinais de desgaste por uso prolongado como estes, provavelmente já rodou mais do que acusa o hodômetro. Cheiro forte dentro da cabine, similar a mofo, também pode indicar carro que foi alagado.

    8) Onde há fumaça… há manutenção

    E a mecânica? Nem todos entendem do assunto. Se você ficar mais confortável, leve um mecânico com você, ou o carro para uma oficina de confiança. Caso não seja possível, comece eliminando as coisas mais óbvias. Por exemplo: vazamentos visíveis de fluídos no motor ou nos amortecedores. Emissão de fumaça no escapamento também são sinais de falta de manutenção. Além disso, um motor ruidoso, com dificuldade de partida ou marcha lenta irregular também demanda cuidado.

    Ao dirigir, manobre e procure barulhos como estalos ou rangidos ao esterçar ou passar em buracos, evidenciando algum defeito na direção e na suspensão.

    No caso de carros manuais, a embreagem não deve apresentar trepidação, e os engates não devem demandar muito esforço. Nos automáticos, engate todas as posições e veja se o carro dá trancos nas trocas. Câmbio automático tem que ter um funcionamento suave.

    9) Veja se os documentos estão em dia

    Um segredo de colecionadores que resgatam carros raros, muitas vezes em condições lastimáveis de conservação: lata se arruma e mecânica se conserta, mas problemas de documentação serão a maior dor de cabeça que você pode ter na compra de um carro.

    Atualmente, já é possível pesquisar os débitos e a situação do carro a partir do número do Renavam, que pode ser encontrado no documento do veículo. Com ele é possível saber se há multas não pagas, dívidas de impostos e, dependendo do ano, até se ele tem um recall pendente. Isso pode ser visto por meio dos sites ou aplicativos dos Detran estaduais.

    Se o carro não estiver em nome da pessoa com a qual você está negociando, desconfie. Da mesma forma, carros anunciados como “dupla transferência” são problema na certa, pois significa que o atual proprietário não transferiu o carro para o nome dele. Quando você fizer a transferência, terá que pagar o processo duas vezes, além de multa.

    Nos sites de classificados, há diversos anúncios descritos como “só para rodar”. Estes você não precisa nem abrir. Isso significa que o carro tem débitos de valor maior que o do veículo ou não há documento de transferência (DUT). Então, o carro nunca estará efetivamente em seu nome.

    10) Fique atento aos trâmites

    Antes de fechar o negócio, é aconselhável levar um carro para uma empresa que realiza vistorias de transferência. Uma busca rápida na internet pode indicar os locais mais próximos. Esse serviço costuma custar entre R$ 100 e R$ 200 na capital paulista, pois não há valor fixo.

    Com o carro aprovado na vistoria, combine uma data e horário para encontrar o vendedor em um cartório. Não esqueça de levar seu documento original com foto e um comprovante de residência recente. Com ambos presentes, efetue a transferência do valor combinado.

    Quando ela for concluída, siga com o processo de transferência no cartório. O tabelião irá te dar as instruções do que precisa ser feito e quanto o custará o serviço.

    Com o documento de transferência assinado, você mesmo pode completar o processo junto ao Detran de seu estado ou pagar um despachante para realizar o serviço. A partir daí, com o novo documento em mãos, você o poderá chamar o carro de seu. Lembre-se que, hoje, os documentos, tanto de rodar quanto o de transferência, são digitais.

    Tópicos

    Tópicos