Vendas da Starbucks caem na China devido a restrições da Covid-19

Xangai é um dos mercados mais importantes da companhia no mundo

Danielle Wiener-Bronner
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Devido às rígidas restrições da Covid-19 na China, nos três meses encerrados em 3 de julho, as vendas nas lojas da Starbucks abertas há pelo menos 13 meses no país caíram 44%.

"A China enfrentou sua interrupção mais grave da Covid desde o início da pandemia", disse Belinda Wong, presidente da Starbucks China, durante uma teleconferência de analistas na última terça-feira (2) discutindo os resultados.

"Restrições de mobilidade e bloqueios foram implementados mais rapidamente e diminuídos mais lentamente sob a política de zero Covid da China”, disse ela, acrescentando que Xangai, o maior mercado da Starbucks, ficou totalmente bloqueada por cerca de dois terços do trimestre.

As vendas internacionais da Starbucks caíram 18% no trimestre, prejudicadas pelos maus resultados na China. Descontando a queda nas vendas, o crescimento internacional teria sido de dois dígitos, disse a empresa na terça-feira.

A Starbucks tem cerca de 5.760 locais de venda na China e aponta a região como uma oportunidade de crescimento para a marca.

Mesmo à luz do trimestre difícil, "nossa posição no mercado e nossas aspirações para o futuro nunca foram maiores" na China, disse o CEO interino da Starbucks, Howard Schultz, durante a teleconferência na terça-feira.

A situação está melhorando à medida que as restrições do Covid diminuem, disse Wong, observando que "vimos uma melhora imediata no tráfego e nas vendas após a reabertura de Xangai no início de junho".

Ela acrescentou que "continuamos nosso foco implacável no longo prazo, mesmo enquanto navegamos por interrupções de curto prazo". A empresa planeja ter 6.000 lojas abertas na China até o final do ano.

Em outros mercados internacionais, a Starbucks vem repensando sua presença. No início deste ano, a companhia disse que estava deixando a Rússia para sempre devido à guerra na Ucrânia.

E o jornal britânico The Times disse em julho que a Starbucks estava considerando se poderia ou deveria vender seus negócios no Reino Unido. A Starbucks disse na época que não estava envolvida em um "processo formal de vendas" e reiterou o desejo de permanecer na região.

Nos Estados Unidos, onde a empresa luta contra um esforço de sindicalização, as vendas vêm crescendo. Nas lojas americanas abertas há pelo menos 13 meses, as vendas saltaram 9% no trimestre.

Apesar do declínio na China, os investidores ficaram satisfeitos com os resultados gerais da empresa. As ações da Starbucks subiram quase 2% após o expediente na terça-feira.

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