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    Ventilador e ar-condicionado pesam no bolso do consumidor; veja dicas para reduzir a conta de luz

    Brasil registrou recorde na demanda por energia; ONS diz que a principal razão para o salto no consumo é onda de calor no país

    Ar-condicionado
    Ar-condicionado lifeforstock/ Freepik

    Da CNN*

    As fortes ondas de calor estão pesando no bolso dos consumidores, que recorrem muito mais ao ar-condicionado e ao ventilador para amenizar as altas temperaturas.

    Mas alguns macetes podem aliviar esse efeito na conta de luz, sem que os consumidores abram mão do conforto dentro de casa. Veja o que especialistas disseram à CNN.

    Professora de economia da ESPM, Cristina Helena de Mello aponta, ao elencar “medidas emergenciais” aos consumidores, que a onda de calor permite compensar o uso de ar-condicionado e ventilador em outras “frentes”.

    “Podemos deixar de usar, agora no calor, o banho quente, mudar a temperatura do chuveiro torna o banho até mais agradável e faz uma economia significativa de energia”, indica.

    A especialista também afirma que o consumidor pode ter mais atenção aos aparelhos que mantém ligados à tomada. Alguns, diz ela, é possível manter desconectados e assim economizar. Ela também indica tomadas e lâmpadas inteligentes, que circulam energia de maneira eficiente.

    Em relação especificamente ao ar-condicionado, a pesquisadora do programa de energia do Idec, Priscila Arruda, recomenda que, na hora de comprar o produto, o consumidor verifique a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), que mede a eficiência energética.

    Arruda orienta que as pessoas deem preferência para os modelos com as etiquetas novas, que são as que possuem a classificação de “A” a “F”, sendo que a antiga possui a classificação apenas até a letra “D”.

    “A etiqueta nova ainda traz as informações sobre o consumo anual de energia, enquanto a antiga traz a informação sobre o consumo mensal”, explica. “Além disso, ela indica o quão eficiente é o equipamento, capturando melhor o funcionamento”, completa.

    Cristina Helena de Mello destaca que também há medidas de longo prazo que o consumidor pode tomar. Ela destaca que, com as mudanças climáticas, as ondas de calor podem se tornar mais recorrentes — o que pode pedir intervenções estruturais.

    “Podemos pensar em como favorecer a circulação do ar em casa. Como organizamos as janelas para o ar fluir? É possível instalar em casa placas de painel solar? Enfim, há estratégias. Requer investimento, mas isso pode gerar uma economia maior, já que o calor, parece, veio para ficar”, disse.

    *Publicado por Danilo Moliterno.