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    Waack: A ambígua relação do Brasil com o mercado de petróleo

    País que se beneficia de preços altos é o mesmo que se interessa por preços baixos, além de estudar explorar jazidas na Foz do Amazonas enquanto também estuda acelerar a transição energética para longe dos combustíveis fósseis

    William Waack

    O Brasil foi convidado a integrar a Opep+, uma espécie de clube associado à famosa organização dos países exportadores de petróleo.

    Ela já foi bem mais forte do que é, mas continua tendo peso importante na definição de preços de energia, fundamentais para qualquer economia.

    A relação do Brasil com o mercado de petróleo é ambígua. É o segundo produto mais exportado pelo nosso país, só atrás da soja. Por isso, quando ele fica mais caro, o país ganha mais. Ocorre que a Petrobras é uma grande interessada em preços baixos de petróleo por conta dos preços dos combustíveis dentro do país.

    A ambiguidade do Brasil com o petróleo não para por aí. O país estuda explorar jazidas na Foz do Amazonas enquanto estuda acelerar a transição energética para longe dos combustíveis fósseis, como o petróleo.

    São dilemas para os quais o governo não tem respostas definidas. Em compensação, não vê dilema algum quando leva a Petrobras a alterar o estatuto social da companhia para facilitar indicações políticas nos cargos de alto escalão, juntando o apetite do Partido dos Trabalhadores (PT) pelo controle das estatais com o do centrão pelos cargos delas.

    O que tornaria o Brasil um digno integrante dessa Opep+, o clube de associados. Lá figuram países como Rússia, México, Cazaquistão e Azerbaijão. Muito diferentes entre si, mas iguais no fato das suas petroleiras serem braços do governo.