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    Waack: Por enquanto, a conta do governo não fecha

    Prazo para governo entregar Orçamento de 2024 termina nesta semana

    William Waackda CNN

    São Paulo

    O governo está apresentando ao Congresso, em cima da hora, suas estimativas de gastos e receitas para o próximo ano.

    No entanto, corre o risco de criar uma representação fictícia, repleta de números, promessas e aspirações, mas que, neste momento, parece distante da realidade.

    Na seção de gastos do orçamento, o governo possui um entendimento claro de quanto terá que desembolsar.

    Isso engloba despesas como reajuste do funcionalismo público, ampliação das transferências de renda, investimentos, emendas e a expansão da faixa de isenção do imposto de renda, além da retomada dos gastos mínimos obrigatórios em saúde e educação, entre outras áreas.

    O dilema reside na outra seção da planilha, isto é, a coluna de receitas. Como é conhecido por todos, receitas e despesas precisam se equilibrar ao final. A conta deve fechar, resultando em um saldo zero.

    No momento, no entanto, essa equação não se fecha, e as estimativas variam de cerca de cento e cinquenta bilhões até R$ 200 bilhões.

    O governo enfrenta a mesma situação de qualquer indivíduo que exagerou nos gastos e agora precisa se ajustar para cobrir o déficit. O problema é que ainda não tem uma fonte clara de onde obter as receitas necessárias.

    Visto que a opção de cortar despesas não está sendo considerada, o governo está contando com uma série de medidas de arrecadação para sanar o rombo. Supõe-se que essas medidas possam gerar bilhões e equilibrar as contas.

    Seria mais realista admitir que não é possível alcançar o tão almejado déficit zero no próximo ano e, assim, modificar essa meta. No entanto, a preferência é manter-se no terreno da ficção, correndo o risco de comprometer sua própria credibilidade.