AC/DC no Brasil: transforme setlist da banda australiana em aula de inglês

Banda australiana chega ao país após 17 anos com clássicos como “Highway to Hell”, “Back in Black” e "T.N.T."

Tatiana Cavalcanti, colaboração para a CNN Brasil
A banda de rock AC/DC durante apresentação na Califórnia, nos Estados Unidos, em 2023  • Kevin Mazur/Getty Images para Power Trip
Compartilhar matéria

A banda australiana AC/DC volta ao Brasil com três shows no estádio Morumbis, em São Paulo, nos dias 24 e 28 de fevereiro e 4 de março. A chegada da turnê "Power Up" virou combustível para quem quer usar o rock como ferramenta de estudo.

A ideia é simples: se o fã já canta “Highway to Hell”, “Back in Black”, "T.N.T." “Thunderstruck”, "We Solute You" e “You Shook Me All Night Long”, por que não transformar essas músicas em rotina de inglês até o dia do show?

Conhecer a melodia facilita a compreensão, de acordo com especialistas da KNN Idiomas. O cérebro não precisa antecipar a estrutura, só precisa focar no sentido das frases.

O setlist funciona como mapa de vocabulário e de ritmo, de acordo com Reginaldo Kaeneêne, fundador da escola. “O interesse vai além do show e vira um caminho prático para aprender inglês a partir de um conteúdo que já faz parte da rotina de quem gosta de rock”.

Kaeneêne complementa que a repetição dos refrões funciona como treino de entonação e que entrevistas antigas da banda ajudam na escuta de frases rápidas.

O repertório do AC/DC também abre espaço para estudar sotaques. O público pode até achar que pela origem da banda vai escutar uma pronúncia australiana, mas Kyuan Oliveira, supervisor de metodologia da KNN Idiomas, lembrou que isso não acontece nas músicas do grupo de rock.

“Os vocalistas do AC/DC não trazem exatamente o sotaque australiano para as músicas, já que um deles era escocês e o outro é britânico”, disse ele se referindo, respectivamente, a Bon Scott (1946-1980) e Brian Johnson. "Isso deixa o treino mais acessível para quem está começando."

Oliveira contou ainda que aprender inglês com música costuma ser um processo natural.  “A gente aprende sem perceber que aprendeu”.

Para ele, a prática funciona porque o estudo se mistura ao prazer de ouvir algo familiar. Ele também explicou que nem todas as letras do AC/DC são recomendadas para menores, mas que isso não impede o uso pedagógico das músicas que têm vocabulário acessível e repetição clara de estruturas.

Como estudar com o AC/DC?

Especialistas sugerem que o fã divida o estudo em pequenas etapas diárias. Treinar trechos de “Back in Black”, marcar expressões de “T.N.T.”, observar verbos em ação em “Shoot to Thrill” e repetir refrões como se fossem diálogos ajuda na pronúncia.

Em paralelo, entrevistas de bastidor entregam vocabulário como "tour", "crowd", "soundcheck" e "setlist", que podem ser usados em frases próprias para fixação.

O AC/DC, que volta ao Brasil após 17 anos, nasceu em 1973 em Sydney com os irmãos Malcolm e Angus Young na guitarra. O baterista original Phil Rudd criou uma base rítmica que virou marca do rock.

Angus se tornou o rosto mais conhecido pela performance endiabrada no palco, enquanto o irmão morreu em 2017 aos 64 anos. Angus e Rudd estão na turnê com Johnson.

Com a Power Up Tour chegando, a estratégia é transformar a contagem regressiva em prática diária. Para quem estiver no Morumbis, existe ainda um bônus: reconhecer palavras ao vivo é uma prova prática imediata.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por AC/DC (@acdc)

Mais dicas bem rock´n´roll:

  • Use o setlist para selecionar dez músicas e criar um miniglossário com expressões repetidas
  • Leia as letras em inglês e marque só o que trava o entendimento
  • Repita dois versos do refrão como se estivesse falando em uma conversa
  • Assista a entrevistas curtas com legenda em inglês e anote palavras típicas de turnê
  • Crie um desafio de 15 minutos por dia até a data do show