Como o governo Trump pode ser cobrado nos vestibulares?

De propostas de redação a questões de geopolítica, segundo mandato do presidente dos EUA deve estar no radar de quem vai prestar o Enem e outras provas

Heloísa Noronha, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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O segundo mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos começou no dia 20 de janeiro de 2025, quando ele foi empossado como o 47º presidente em uma cerimônia na Rotunda do Capitólio, em Washington. De lá para cá, seus decretos e ações vêm impactando todo o mundo e podem servir de tema para diversos vestibulares, uma vez que as provas costumam explorar tópicos atuais. 

Segundo Bruno Alvarez, Head de Ensino e Inovações da plataforma de estudos Geekie, o governo Trump pode ser cobrado nas provas sob diferentes perspectivas, especialmente porque os vestibulares costumam valorizar o contexto histórico, implicações na atualidade e as consequências globais de determinados acontecimentos.

“No campo da geopolítica, o retorno de Trump ao cenário político pode ser explorado em temas como a reconfiguração da ordem mundial, o acirramento das tensões com as guerras em outros países e controvérsias sobre as mudanças climáticas, além do papel dos Estados Unidos nos conflitos do Oriente Médio”, observa.

Bruno ainda aponta que também é possível que o nome de Donald Trump apareça como exemplo em discussões sobre democracia, populismo e autoritarismo. Outro eixo possível de abordagem diz respeito ao papel das redes sociais na propagação de fake news. “De maneira geral, é importante que o estudante vá além de Trump como uma figura polêmica. É preciso enxergar o seu governo como um reflexo de mudanças profundas nos cenários nacional e internacional. Compreender essas transformações é essencial para interpretar bem as possíveis abordagens nos vestibulares”, avisa o educador. 

Governo Trump na redação 

Ainda segundo Bruno, da Geekie, as características marcantes do governo Trump o tornam um repertório válido para temas de redação que abordam os limites da liberdade de expressão nas redes sociais, os impactos da desinformação na democracia e o papel dos Estados Unidos como potência global. 

“Todos esses assuntos oferecem espaço para discutir aspectos sociais, políticos, econômicos e éticos, justamente o tipo de complexidade que os vestibulares costumam exigir dos candidatos”, diz.
O educador comenta que, no caso específico do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), é fundamental estabelecer relações com temas que envolvem o contexto brasileiro. “Um exemplo recente é o anúncio da tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, medida que afeta diretamente o agronegócio e a indústria como um todo”, salienta.

Uma dica importante para quem pretende usar o governo Trump como repertório sociocultural é sempre contextualizar historicamente os fatos e estabelecer relações com fenômenos de escala global. Trazer dados, eventos emblemáticos ou marcos simbólicos ajuda a enriquecer a argumentação e demonstra conhecimento profundo na análise dos temas.